Idosos sentem mais frio no inverno? Saiba por que isso acontece

Especialista explica por que o organismo dos idosos responde de forma diferente ao frio e quais cuidados são importantes no inverno

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais, integra atualmente a equipe do portal TH+ João Pessoa. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, encontra no universo latino uma de suas principais inspirações. Acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.
Foto: Divulgação

No inverno, é comum que idosos relatem sentir mais frio do que pessoas de outras faixas etárias. Conforme especialistas, a sensação não é subjetiva, e está diretamente associada às mudanças fisiológicas naturais do envelhecimento, que afetam a regulação térmica do corpo.

Segundo o geriatra Bruno Vial, o organismo passa por transformações importantes ao longo dos anos, o que reduz a capacidade de adaptação ao frio e aumenta os riscos associados à exposição a baixas temperaturas.

Entre as principais mudanças estão a redução da massa muscular e da gordura corporal, responsáveis por ajudar na manutenção do calor, além da diminuição da circulação sanguínea periférica. Esses fatores fazem com que o corpo do idoso perca calor mais rapidamente e tenha mais dificuldade em mantê-lo.

“Com o envelhecimento, há uma desaceleração do metabolismo e uma menor eficiência dos mecanismos de termorregulação. Isso faz com que o idoso demore mais para perceber e reagir às mudanças de temperatura, ficando mais vulnerável ao frio”, explica o geriatra.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que pessoas idosas estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações relacionadas ao frio, como infecções respiratórias, agravamento de doenças cardiovasculares e aumento do risco de hospitalizações durante o inverno.

Além da fisiologia, fatores externos também contribuem para o desconforto térmico, como uso de medicamentos que interferem na circulação, menor nível de atividade física e presença de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, que podem afetar a sensibilidade corporal.

Outro ponto de atenção é que, muitas vezes, o idoso não percebe a queda de temperatura com a mesma intensidade, o que pode atrasar medidas de proteção adequadas.

“É importante que familiares e cuidadores estejam atentos. Manter ambientes aquecidos, incentivar o uso de roupas adequadas em camadas, hidratação e alimentação equilibrada são medidas simples que fazem diferença na prevenção de complicações”, reforça o especialista.

Entre as principais recomendações estão também o cuidado com banhos em água muito quente, que podem causar queda de pressão, e a manutenção de uma rotina de movimentação leve, que ajuda a estimular a circulação.

Leia também:

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS