Consumidores poderão escolher fornecedor de energia elétrica a partir de 2027

A mudança foi regulamentada por decreto assinado nesta quarta-feira (12) e prevê que consumidores comerciais e industriais tenham acesso à escolha a partir de novembro de 2027.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

Pequenos e médios consumidores de energia elétrica poderão escolher de quem comprar energia a partir de 2027, com a abertura gradual do mercado livre para clientes atendidos em baixa tensão. A mudança foi regulamentada por decreto assinado nesta quarta-feira (12) e prevê que consumidores comerciais e industriais tenham acesso à escolha a partir de novembro de 2027. Para consumidores residenciais, a previsão é de abertura em novembro de 2028.

A medida estabelece regras para a migração do modelo atual, em que o consumidor compra energia da distribuidora local, para o Ambiente de Contratação Livre (ACL). A proposta permite que o consumidor escolha o fornecedor da energia, em um sistema semelhante, na lógica de escolha, ao que ocorre em outros serviços, como telefonia.

A abertura do mercado começará pelos consumidores industriais e comerciais atendidos em baixa tensão, com tensão inferior a 2,3 kV, a partir de novembro de 2027.

Um ano depois, em novembro de 2028, a possibilidade deverá ser ampliada para os demais consumidores de baixa tensão, incluindo os residenciais.

A mudança não altera as regras relacionadas à produção e transmissão de energia elétrica, que continuam submetidas a regulamentações específicas.

O decreto também cria regras para o chamado Supridor de Última Instância (SUI). Esse mecanismo deverá garantir o fornecimento de energia caso o fornecedor escolhido pelo consumidor deixe de prestar o serviço.

Até o fim de 2030, a função ficará sob responsabilidade das distribuidoras de energia. Depois desse período, outros agentes poderão exercer a atividade, ampliando a participação de empresas no mercado.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ficará responsável por regulamentar a abertura do mercado e organizar a transição entre o modelo regulado, utilizado atualmente pela maioria dos consumidores, e o mercado livre.

A agência também deverá estabelecer regras relacionadas à informação e à proteção dos consumidores durante o processo de migração.

Além da abertura do mercado de energia elétrica, outros três decretos foram assinados no mesmo evento, relacionados a políticas de combustível sustentável de aviação, hidrogênio de baixa emissão de carbono e captura e armazenamento de carbono.

Para o setor aéreo, foi criado o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), com regras para produção, certificação, comercialização e rastreabilidade do combustível.

O programa estabelece um período de dez anos, entre 2027 e 2037, para que a aviação reduza suas emissões em 10%.

Também foram regulamentados o Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2), o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC) e o Sistema Brasileiro de Certificação de Hidrogênio (SBCH2).

Na área de captura e armazenamento de carbono, o decreto estabelece um marco regulatório para a atividade e atribui ao Ministério de Minas e Energia (MME) a elaboração de um plano nacional de infraestrutura para orientar projetos de captura, transporte e armazenamento geológico de carbono.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS