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Operação Cartola: mais quatro suspeitos são interrogados, nova fase é prevista e prisões podem acontecer

Quatro
suspeitos de envolvimento em organização
criminosa, falsidade ideológica e
manipulação de resultado no
futebol da Paraíba foram
ouvidos pela Polícia Civil nesta terça (10). Nenhum nome foi divulgado. O objetivo dos interrogatórios é dar
andamento à Operação Cartola, que deve ganhar nova fase nas
próximas semanas. A possibilidade de prisões não é descartada
pela polícia, que há seis meses trabalha nas investigações.

Relembre o caso

Entre os investigados na Operação Cartola estão dirigentes dos
maiores clubes da Paraíba, árbitros da Confederação Brasileira de
Futebol (CBF) e diretores de órgãos importantes no esporte do
estado.

A operação foi deflagrada na
madrugada desta segunda-feira (9) pela Delegacia de Defraudações
e Falsificações de João Pessoa (DDF-JP) e o Grupo de Atuação
Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da
Paraíba (MPPB).

Documentos relacionados às supostas
fraudes foram apreendidos em João Pessoa, Bayeux, Cabedelo,
Campina Grande e Cajazeiras.

Entenda o caso 

O objetivo é apurar os crimes
cometidos por uma organização composta por membros da Federação
Paraibana de Futebol (FPF), Comissão Estadual de Arbitragem da
Paraíba (CEAF), Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD-PB)
e dirigentes de clubes de futebol profissional do Estado da Paraíba.

De acordo com a DDF, as investigações
se estenderam por mais de seis meses. Nesse período,foi possível
identificar a existência de dois núcleos principais, com
aproximadamente 80 membros identificados, sendo o primeiro –
liderança – formado por membros da FPF, CEAF e Dirigentes de clubes
de futebol profissional.

Ao todo foram cumpridos 39 mandados
de busca e apreensão, nas cidades de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo,
Campina Grande e Cajazeiras. O cumprimento dos mandados contou com a
atuação de 230 policiais civis de diversas cidades da Paraíba.

“Este núcleo (cartola) é
responsável pelas decisões mais importantes relacionadas ao meio do
futebol Paraibano e conta com uma sofisticada rede de proteção/
elevado grau de articulação institucional”, explicou o delegado
Lucas Sá, em nota. O segundo núcleo identificado é formado por
membros executores ligados à CEAF (arbitragem), funcionários da FPF
e de clubes de futebol, que atuam segundo a direção/determinação
do núcleo principal.

Conforme a nota enviada pela DDF-JP,
“entre as principais condutas investigadas, destacamos a
manipulação de resultados de campeonatos de futebol, adulteração
de documentos, interferência em decisões da Justiça Desportiva
(TJD) e desvio de valores oriundos de partidas de futebol
profissional”.

“Em face do sigilo das
investigações, os detalhes sobre o modo de atuação dos
investigados, individualização das condutas e demais
características da presente organização só poderão ser
divulgados posteriormente, após a conclusão da fase investigativa e
análise de todo o material apreendido”, explicou o delegado
titular da DDF-JP.

“Ressaltamos que o desenvolvimento
da Operação Cartola contou com o apoio fundamental de testemunhas
dos fatos, com conhecimento detalhado das condutas praticadas, além
do trabalho das equipes de monitoramento e vigilância da Polícia
Civil, que analisaram centenas de documentos e realizaram diversas
diligências durante os 06 meses de investigações. Outro aspecto
importante a ser destacado está na competente e fundamental
atuação da Justiça Criminal paraibana, através da 4ª Vara
Criminal de João Pessoa, que analisou e deferiu as medidas
cautelares relacionadas à operação”, relatou Lucas Sá.

Os envolvidos estão sendo
investigados pelos crimes de organização criminosa, falsidade
ideológica, manipulação de resultados (crimes do Estatuto do
Torcedor) e por outras condutas sob apuração.

A equipe de reportagem do Portal
T5
 conversou
por telefone com a assessoria de imprensa do órgão, que disse ter
sido pega de surpresa pela operação. “Ainda não temos
informações, vamos aguardar. O presidente da Federação viajou
nesta madrugada para o Rio de Janeiro e o assessor jurídico está na
África”, disse Geraldo Varela.

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