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Paraíba emite alerta sobre riscos da raiva e orientações sobre animais silvestres

De acordo com a SES-PB, a raiva é uma doença infecciosa aguda, de evolução grave e com letalidade próxima de 100% após o início dos sintomas clínicos

De acordo com a SES-PB, a raiva é uma doença infecciosa aguda, de evolução grave e com letalidade próxima de 100% após o início dos sintomas clínicos
Imagem: Ideogram

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) divulgou o Alerta Epidemiológico nº 5, informando a ocorrência de um caso suspeito de raiva humana no estado e reforçando a necessidade de vigilância ativa, notificação imediata e adoção das medidas de prevenção e controle previstas nos protocolos do Ministério da Saúde.

De acordo com a SES-PB, a raiva é uma doença infecciosa aguda, de evolução grave e com letalidade próxima de 100% após o início dos sintomas clínicos. A transmissão ocorre principalmente por meio da saliva de animais infectados, através de mordidas, arranhões, lambeduras ou contato com mucosas e pele lesionada.

A secretaria destaca que toda situação de exposição deve ser avaliada imediatamente nos serviços de saúde, para garantir a indicação correta da profilaxia pós-exposição (PEP), que é altamente eficaz quando iniciada de forma oportuna.

Em casos de mordida ou arranhão, a orientação inicial é lavar o ferimento imediatamente com água corrente e sabão, de forma abundante. Quando disponíveis, podem ser utilizados antissépticos, como clorexidina ou iodo, sem dispensar a avaliação médica.

Segundo a infectologista da SES-PB, Júlia Chaves, a conduta adequada depende do tipo de animal, da gravidade da lesão e do contexto epidemiológico. “Quando se trata de animais silvestres, como sagui, macaco, raposa, guaxinim, coati, gambá, capivara, cachorro-do-mato ou morcego, a recomendação é buscar atendimento médico imediatamente após qualquer mordida ou arranhão”, explicou.

Nos casos envolvendo cães e gatos, a conduta varia conforme o estado de saúde do animal. “Se apresentar comportamento estranho, sinais neurológicos ou sintomas de doença, a pessoa deve procurar atendimento imediatamente. Quando o animal estiver aparentemente saudável, ele pode ser observado por 10 dias. Caso adoeça, morra ou desapareça nesse período, o serviço de saúde deve ser procurado”, orientou a médica.

A infectologista alertou para a gravidade da doença e reforçou a importância da prevenção. “A raiva é uma doença extremamente grave, e praticamente todas as pessoas que desenvolvem a forma clínica evoluem para óbito. Por isso, é fundamental evitar qualquer contato com animais silvestres, mesmo que pareçam dóceis. Não se deve tocar, alimentar ou brincar com esses animais”, afirmou.

Em relação aos animais domésticos, a orientação é manter distância caso apresentem agressividade, apatia, salivação excessiva ou comportamento incomum, buscando orientação de um médico veterinário.

A SES-PB reforça que todos os casos suspeitos de raiva humana são de notificação imediata, devendo ser comunicados em até 24 horas aos serviços de vigilância em saúde, para permitir investigação e acompanhamento adequados.

O estado mantém ações contínuas de prevenção, incluindo campanhas regulares de vacinação de cães e gatos. Segundo a secretaria, a Paraíba não registra casos de raiva humana transmitida por cães há 26 anos, sendo os episódios mais recentes associados a variantes do vírus oriundas de animais silvestres.

Por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Paraíba (Cievs-PB) e das áreas técnicas da vigilância epidemiológica, a SES-PB segue monitorando a situação, prestando apoio aos municípios e orientando os profissionais de saúde.

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