Adolescente vai responder por ato infracional após atropelamento que matou idosa na PB

Um adolescente de 17 anos foi responsabilizado e irá responder por ato infracional análogo a homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Reprodução

A Polícia Civil da Paraíba concluiu a investigação sobre o atropelamento que resultou na morte de uma idosa de 70 anos, ocorrido no município de Esperança, no Agreste paraibano. Um adolescente de 17 anos foi responsabilizado e irá responder por ato infracional análogo a homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

A vítima foi identificada como Maria José de Oliveira Batista. O acidente aconteceu no dia 6 de fevereiro, no Centro da cidade, quando o adolescente conduzia uma motocicleta. Segundo as investigações, ele perdeu o controle do veículo, invadiu a contramão e atingiu a idosa, que caminhava pela via.

Após o atropelamento, Maria José foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. Ela permaneceu internada por alguns dias, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu em 17 de fevereiro.

De acordo com o delegado Danilo Lourenço, responsável pela investigação na Seccional de Esperança, o adolescente conduzia a motocicleta que havia sido cedida pelo próprio patrão, mesmo ele não possuindo habilitação.

“Essa senhora foi socorrida pelo Samu e encaminhada para o Hospital de Trauma, onde permaneceu internada por alguns dias. Infelizmente, acabou falecendo em decorrência da gravidade das lesões. O adolescente conduzia uma motocicleta entregue por uma pessoa de sua confiança, que seria seu patrão”, explicou o delegado.

O jovem deverá responder conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por ato infracional semelhante ao homicídio culposo. Já o patrão que cedeu a motocicleta também será responsabilizado e responderá judicialmente por entregar veículo automotor a pessoa não habilitada.

Segundo a Polícia Civil, o caso foi formalizado por meio de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), procedimento aplicado a infrações de menor potencial ofensivo. Após a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado à Justiça, que deverá adotar as medidas legais cabíveis.

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