Angela Merkel, chanceler da Alemanha Foto: Tobias Schwarz/AFP
Um
dos partidos de esquerda da Alemanha está pressionando a chanceler
Angela Merkel para que retire o Brasil do status de “parceiro
estratégico” do governo alemão, segundo noticiou o blog de Jamil
Chade no UOL, a partir de informações repassadas pelo partido Die
Linke.
O
motivo da solicitação seriam as posições tidas como controversas
do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a respeito dos Direitos
Humanos, especialmente no que se refere às comemorações pela
instauração do regime militar de 1964.
“Pedimos
ao governo federal da Alemanha que mande uma mensagem clara e que
cumpra suas responsabilidades em termos de direitos humanos,
suspendendo, por exemplo, a parceria estratégica com o Brasil […]
Bolsonaro ameaça limpar os esquerdistas e, ao comemorar a ditadura,
ele comemora assassinos e torturadores”, disseram Katja Kipping
e Bernd Riexinger, membros do grupo esquerdista.
Brasil
e Alemanha estabeleceram uma relação estratégica mais próxima há
17 anos, durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo
dados do Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha, o governo
brasileiro é o parceiro mais importante dos alemães na América
Latina, comercialmente falando. Entre 1998 e 2008, o comércio entre
ambos mais que dobrou, saindo de 8,4 bilhões de euros para 18
bilhões de euros movimentados.
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