Câmara de Santa Rita revoga regra que permitia atuação remota de vereador preso

A deliberação ocorreu durante sessão extraordinária, convocada após a repercussão negativa da aprovação inicial da medida

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

A Câmara Municipal de Santa Rita aprovou, por unanimidade, na tarde desta quarta-feira (7), a revogação de trechos de uma resolução que permitia a participação remota de vereadores com liberdade cerceada por decisão judicial, incluindo casos de prisão provisória.

A deliberação ocorreu durante sessão extraordinária, convocada após a repercussão negativa da aprovação inicial da medida, registrada na última segunda-feira (5), quando o texto havia sido aprovado por placar apertado de 10 votos a 9.

A norma agora revogada autorizava que vereadores presos, sem condenação com trânsito em julgado, pudessem participar virtualmente de sessões, votações e demais atividades legislativas, desde que houvesse autorização judicial. Com a nova decisão, essa possibilidade foi retirada do Regimento Interno da Casa Legislativa.

Um dos autores da resolução, o vereador João Alves Júnior (PSDB), se manifestou durante a sessão e criticou a cobertura da imprensa sobre o tema. Segundo ele, houve uso excessivo dos meios de comunicação com o objetivo de manchar sua imagem.

A proposta vinha sendo interpretada por setores da sociedade e da imprensa como uma tentativa de viabilizar o retorno ao mandato do vereador Wagner de Bebé (PSD), que está preso desde outubro de 2025, sob suspeita de envolvimento em um homicídio.

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