Jhony Bezerra deixa o PSB, pede exoneração da PB Saúde e assume presidência do Avante na Paraíba

Embora a saída de Jhony do PSB já fosse considerada provável nos bastidores, a filiação ao Avante não era apontada como o destino mais esperado

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Reprodução/ Instagram

O médico Jhony Bezerra, ex-candidato à Prefeitura de Campina Grande, oficializou uma das movimentações políticas mais relevantes do início de 2026 na Paraíba. Ele pediu exoneração da presidência da Fundação PB Saúde, deixou o PSB e passou a assumir a presidência estadual do partido Avante, mudança já formalizada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão surpreendeu parte dos observadores da cena política estadual. Embora a saída de Jhony do PSB já fosse considerada provável nos bastidores, a filiação ao Avante não era apontada como o destino mais esperado, o que ampliou as incertezas sobre seu posicionamento político e alianças para as eleições de 2026.

Um dos aspectos que mais repercutiram foi a saída imediata de Jhony Bezerra da PB Saúde. O médico poderia permanecer no cargo até abril, quando o governador João Azevêdo deve deixar o Executivo para disputar o Senado Federal, mas optou por antecipar a exoneração.

Para analistas, o gesto representa um sinal político claro de ruptura, já que a permanência no cargo seria possível caso houvesse intenção de manter um alinhamento pleno com o governo estadual. Jhony justificou a decisão afirmando que o governador deveria ter liberdade para escolher um novo nome, uma vez que a função estava diretamente vinculada ao PSB.

Apesar da repercussão, Jhony Bezerra ainda não se manifestou publicamente sobre seus próximos passos, o que tem alimentado especulações no meio político. Até o momento, não há confirmação se ele seguirá na base do governador João Azevêdo e do vice Lucas Ribeiro ou se deve se aproximar do grupo liderado pelo prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, pré-candidato ao Governo do Estado.

Pesam na definição fatores como a oferta de estrutura partidária, a disputa por protagonismo político em Campina Grande e articulações que envolvem lideranças nacionais, a exemplo dos deputados Hugo Motta e Aguinaldo Ribeiro.

Nos bastidores, Jhony Bezerra mantém o projeto de disputar uma vaga de deputado federal em 2026. A estratégia é considerada arriscada, já que o Avante é uma legenda de menor porte, sem uma nominata consolidada no estado. Para viabilizar a eleição, seria necessário estruturar uma chapa capaz de alcançar cerca de 200 mil votos.

Por outro lado, o partido tem interesse direto em eleger um deputado federal, o que garantiria maior sobrevivência política, visibilidade e acesso a recursos. Esse cenário ajuda a explicar o investimento do Avante na filiação e na liderança de Jhony Bezerra no estado.

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