Um tremor de terra de magnitude preliminar 1,4 mR foi registrado na madrugada desta terça-feira (18), em Belém do Brejo do Cruz, no Sertão da Paraíba. O abalo ocorreu por volta das 0h55 e, devido à baixa intensidade, não foi percebido pela população.
O registro foi feito pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), por meio de uma rede de estações sismográficas que monitora a atividade sísmica na região.
Segundo o LabSis/UFRN, não houve relatos de pessoas que tenham sentido o abalo.
Tremores de baixa magnitude como o registrado em Belém do Brejo do Cruz costumam ser detectados pelos equipamentos sismológicos, mas podem passar despercebidos pela população.
O laboratório informou que mantém o monitoramento contínuo da atividade sísmica na região e acompanha novos registros que possam ocorrer.
Apesar de terremotos de grande intensidade serem mais comuns em regiões próximas aos limites entre placas tectônicas, o Brasil também registra abalos sísmicos.
No país, a maioria dos tremores apresenta baixa magnitude e está relacionada à liberação de tensões acumuladas na crosta terrestre. Esses eventos geralmente não provocam danos e, em muitos casos, só são identificados por equipamentos especializados.
Quando ocorrem próximos a áreas habitadas ou apresentam maior intensidade, os tremores podem ser percebidos pela população.
O Nordeste está entre as regiões brasileiras com maior ocorrência de tremores de terra. Estados como Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte registram eventos sísmicos com frequência.
A ocorrência está relacionada às características geológicas da região e à movimentação de falhas presentes na crosta terrestre, que podem liberar tensões acumuladas e provocar abalos.
A maior parte desses tremores, no entanto, apresenta baixa magnitude e não causa impactos significativos.


