Dono de clube de tiro segue preso preventivamente após denúncia de violência contra companheira na PB

Ele foi encaminhado para o Presídio do Roger, em João Pessoa, onde permanece à disposição da Justiça.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Imagem: Reprodução

O empresário Alysson Campelo, suspeito de agredir e ameaçar a companheira, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva após audiência de custódia. Ele foi encaminhado para o Presídio do Roger, em João Pessoa, onde permanece à disposição da Justiça.

O caso ocorreu na sexta-feira (14) e é investigado como lesão corporal e ameaça no contexto da Lei Maria da Penha. Alisson é proprietário de um clube de tiro e o caso ganhou repercussão nas redes sociais.

Segundo a direção do Presídio do Roger, o empresário chegou à unidade no sábado (15), por volta das 18h. Após passar pela triagem, ele foi encaminhado ao Pavilhão Maria da Penha, espaço destinado a presos que respondem por crimes relacionados à violência doméstica.

De acordo com a direção da unidade, atualmente há 83 detentos no local. A separação busca evitar o contato entre presos envolvidos em diferentes tipos de crimes.

O diretor do presídio, Gleyson Rogério, informou que o empresário recebe o mesmo tratamento destinado aos demais detentos. Por enquanto, ele recebeu apenas itens de higiene pessoal e roupas, conforme as regras da unidade.

Defesa contesta prisão preventiva

A defesa de Alysson Campelo, representada pelo advogado Alex Laurentino, informou que recebeu a decisão pela prisão preventiva com surpresa.

Segundo o advogado, o empresário é réu primário e possui residência fixa. A defesa avalia recorrer da decisão para tentar obter a liberdade do investigado.

Até a última atualização, não havia sido apresentado novo posicionamento público da defesa sobre o caso.

Vítima relata histórico de violência e dependência

Em entrevista, a mulher que denunciou o empresário relatou que, no início do relacionamento, considerava o companheiro um parceiro e recebia ajuda financeira e apoio em diferentes situações.

Segundo ela, após se mudar para a Paraíba e passar a viver com o empresário, a relação teria mudado. A mulher afirmou que passou a depender de autorizações para sair de casa e enfrentou situações que descreveu como violência psicológica e patrimonial.

Ela também relatou ter sentido medo de denunciar anteriormente e afirmou que teria recebido ameaças indiretas.

A vítima disse ainda que demorou a procurar ajuda por vergonha, medo e falta de informação sobre as situações que poderiam ser enquadradas como violência doméstica.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil. Alisson responde, até o momento, por suspeitas de ameaça e lesão corporal no contexto da violência doméstica.

A prisão preventiva não representa condenação. A responsabilidade criminal do investigado será definida pela Justiça ao longo do processo.

Onde buscar ajuda

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo Ligue 180, canal de atendimento e orientação para mulheres em situação de violência.

Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Denúncias também podem ser encaminhadas à Polícia Civil pelo 197.

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