Vacinação contra HPV é ampliada e passa a incluir mulheres tratadas por lesões no colo do útero

Na Paraíba, a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba divulgou, nesta sexta-feira (27), a nota técnica que orienta os municípios a iniciarem a vacinação desse público na rede pública.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
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Foto: Pexels

O Ministério da Saúde ampliou o público-alvo da vacinação contra o HPV, que agora passa a contemplar mulheres diagnosticadas com lesões intraepiteliais cervicais de alto grau (NIC 2 e NIC 3) e adenocarcinoma in situ (AIS) — condições associadas à infecção pelo vírus. Na Paraíba, a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba divulgou, nesta sexta-feira (27), a nota técnica que orienta os municípios a iniciarem a vacinação desse público na rede pública.

A medida representa um avanço na prevenção secundária do câncer do colo do útero, ao garantir acesso direto à vacina pelo Sistema Único de Saúde, sem necessidade de solicitação de imunobiológicos especiais. Para receber a dose, a paciente deve apresentar prescrição médica com o diagnóstico registrado (CID) em uma unidade de saúde do município.

De acordo com a chefe do Núcleo de Imunizações da SES-PB, Márcia Fernandes, a inclusão é baseada em evidências científicas que apontam benefícios da vacinação mesmo após o diagnóstico. “Estudos demonstraram redução significativa de NIC 2 e NIC 3 em pessoas vacinadas, diminuindo complicações associadas ao HPV”, explicou.

A vacinação é indicada independentemente da idade e deve ocorrer, preferencialmente, no mesmo ano do procedimento, podendo ser realizada no período perioperatório (antes do tratamento) ou em até 12 meses após a intervenção. O esquema vacinal é composto por três doses, com intervalo de dois meses entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira.

Na Paraíba, cabe à SES-PB apoiar os municípios na distribuição de imunizantes, no monitoramento de estoques e no acompanhamento das coberturas vacinais, garantindo o acesso oportuno ao público contemplado.

Além de ampliar a proteção contra o HPV, a estratégia contribui para a redução do risco de recorrência das lesões, diminui a necessidade de novos procedimentos e evita complicações futuras, fortalecendo o cuidado integral à saúde da mulher.

Entenda as condições
As lesões intraepiteliais cervicais de alto grau (NIC 2 e NIC 3) são alterações nas células do colo do útero causadas pela infecção persistente pelo HPV, com maior risco de evolução para câncer se não tratadas. Já o adenocarcinoma in situ (AIS) é uma lesão pré-cancerígena também associada ao vírus.

Públicos já contemplados pela vacina contra o HPV na Paraíba
Atualmente, a vacina também é ofertada para:

  • Meninas e meninos de 9 a 14 anos;
  • Pessoas que vivem com HIV, de 9 a 45 anos;
  • Transplantados e pacientes oncológicos, de 9 a 45 anos;
  • Vítimas de abuso sexual, de 15 a 45 anos, com esquema vacinal incompleto ou não iniciado;
  • Pessoas com imunodeficiência primária ou em uso de imunossupressores;
  • Usuários de PrEP para HIV, entre 15 e 45 anos;
  • Pacientes com papilomatose respiratória recorrente (PRR), a partir dos 2 anos de idade.

A ampliação reforça a importância da vacinação como estratégia essencial de prevenção e controle de doenças associadas ao HPV, incluindo o câncer do colo do útero.

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