A 44ª Semana Cultural José Lins do Rego chega ao fim nesta sexta-feira (5), em João Pessoa, reunindo atividades que celebram os 125 anos de nascimento do escritor paraibano José Lins do Rego, um dos principais nomes da literatura regionalista brasileira. Promovido pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), o evento propõe uma releitura contemporânea da obra do autor, abordando temas atuais como a violência contra a mulher e o feminicídio.
O destaque da programação deste ano foi a palestra “Feminicídio e suas implicações (tema focado no romance ‘Menino de Engenho’, de José Lins do Rego)”, ministrada pelo delegado Wellington Guedes de Carvalho Segundo, profissional com ampla experiência no enfrentamento à violência contra a mulher. A atividade abriu oficialmente a semana cultural na última terça-feira (2), no Auditório 1 do Espaço Cultural José Lins do Rego, no bairro de Tambauzinho.
Nesta sexta-feira, último dia do evento, o público ainda pode visitar a exposição permanente do Museu José Lins do Rego, instalada na Funesc. A visitação ocorre das 9h às 16h, proporcionando uma imersão na trajetória pessoal e literária do escritor paraibano, por meio de documentos, fotografias e conteúdos relacionados à sua obra.
A proposta da edição deste ano foi promover reflexões sobre questões sociais presentes na literatura de José Lins do Rego, estabelecendo conexões entre os textos produzidos pelo autor e debates contemporâneos. A abordagem do feminicídio a partir de elementos presentes em “Menino de Engenho” buscou ampliar a discussão sobre a violência de gênero e seus impactos na sociedade.
Legado de José Lins do Rego
Nascido em 3 de junho de 1901, no Engenho Corredor, em Pilar, na Paraíba, José Lins do Rego é considerado um dos maiores representantes do regionalismo brasileiro. Sua produção literária retrata a realidade dos engenhos de açúcar nordestinos, as transformações sociais da época e a complexidade das relações humanas.
Entre suas principais obras estão “Menino de Engenho” (1932), “Doidinho” (1933), “Bangüê” (1934), “Usina” (1936), “Riacho Doce” (1939), “Fogo Morto” (1943) e “Cangaceiros” (1953).
O escritor ingressou na Academia Brasileira de Letras em 1956, mesmo ano em que lançou o livro de memórias “Meus Verdes Anos”. José Lins do Rego faleceu em 1957, no Rio de Janeiro, aos 56 anos, deixando uma obra que permanece como referência da literatura brasileira e da cultura nordestina.
Programação desta sexta-feira (5)
- 9h às 16h – Visitação à exposição permanente do Museu José Lins do Rego
- Local: Espaço Cultural José Lins do Rego (Funesc), em João Pessoa
A entrada é gratuita.


