Sexta-feira 13: de onde vem a fama da data considerada azarada

Uma das explicações mais conhecidas vem da tradição cristã

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

A sexta-feira 13 costuma despertar curiosidade, brincadeiras e, para alguns, até um certo receio. A combinação do dia da semana com o número 13 virou sinônimo de azar em várias culturas ocidentais, mas essa reputação não surgiu de um único evento — ela é resultado de uma mistura de mitos, história e tradição religiosa.

Uma das explicações mais conhecidas vem da tradição cristã. A Sexta-Feira Santa, quando Jesus foi crucificado, reforçou a ideia de que a sexta-feira seria um dia associado a acontecimentos trágicos. Já o número 13 ganhou má fama por causa da Última Ceia, que reuniu Jesus e seus 12 discípulos — 13 pessoas à mesa — sendo Judas, o traidor, o último a chegar.

Na mitologia nórdica, há uma história parecida: um banquete com 12 deuses teria sido interrompido pela chegada de um 13º convidado indesejado, Loki, o deus da discórdia. O episódio termina em tragédia, o que ajudou a alimentar a crença de que reuniões com 13 pessoas trariam má sorte.

Outra origem frequentemente citada é histórica. Em 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, o rei Filipe IV da França ordenou a prisão em massa dos Cavaleiros Templários, acusando-os de heresia. O episódio marcou o início de uma perseguição violenta e ficou associado à data, reforçando sua fama negativa.

Apesar disso, estudiosos apontam que a junção da sexta-feira com o número 13 como símbolo de azar é relativamente recente, ganhando força principalmente a partir do século 19. Um dos responsáveis por popularizar a superstição foi o escritor Thomas W. Lawson, autor do romance Sexta-Feira 13, que ajudou a espalhar a ideia no mundo anglo-saxão.

No século 20, a cultura pop deu um empurrão definitivo na lenda com a franquia de filmes “Sexta-Feira 13”, que transformou a data em sinônimo de terror para o grande público — mesmo sendo uma obra de ficção.

Curiosamente, a superstição não é universal. Em alguns países de língua espanhola e na Grécia, por exemplo, o dia considerado azarado é a terça-feira 13. Já na Itália, a data temida é a sexta-feira 17. E em várias culturas orientais, a sexta-feira 13 não tem significado especial.

Ou seja, a fama da sexta-feira 13 é muito mais um produto da história, da religião e da cultura popular do que de qualquer fato comprovável. Para muitos, ela não passa de mais um dia no calendário; para outros, é apenas uma boa desculpa para brincar com as superstições — e, claro, para render histórias curiosas ao longo do tempo.

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