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Inadimplência alcança mais de 1,3 milhões de paraibanos, diz Serasa

Levantamento mostra que 44,33% da população adulta do estado encerrou 2025 com dívidas em atraso

Inadimplência alcança mais de 1,3 milhões de paraibanos, diz Serasa

A inadimplência atingiu cerca de 1,31 milhão de paraibanos ao fim de 2025, segundo dados do Mapa da Inadimplência no Brasil, divulgado pela Serasa. O levantamento indica que 44,33% da população adulta da Paraíba estava com o nome negativado em dezembro. Em 2024, esse percentual somava 40,49%.

O crescimento representa a entrada de aproximadamente 114 mil novos inadimplentes em apenas 12 meses. Os dados mostram maior pressão sobre o orçamento das famílias. A virada do ano concentra despesas como impostos, material escolar e reajustes de serviços. Esses compromissos ampliam o impacto financeiro sobre consumidores já endividados.

As dívidas com bancos e cartões de crédito concentram 26,1% do total. Contas básicas, como água, luz e gás, representam 22,1%. As financeiras aparecem em seguida, com 19,6% dos débitos registrados no estado. O valor médio de cada dívida chega a R$ 1.593,27.

O cenário paraibano acompanha a tendência nacional. O Brasil fechou dezembro com 81,2 milhões de inadimplentes, maior número da série histórica. A maior concentração de pessoas negativadas aparece entre 41 e 60 anos, com 35,6%. Em seguida surgem adultos de 26 a 40 anos.

Para o consultor de negócios da Central Sicredi Nordeste, Erli Bandeira, organização financeira ajuda a reverter o endividamento. “Quando o consumidor entende ganhos e gastos, toma decisões mais equilibradas”, afirmou. Segundo ele, a definição de prioridades reduz o acúmulo de dívidas. “É preciso focar compromissos com juros maiores e renegociar prazos”, disse.

O consultor também recomendou divisão do orçamento mensal. “Uma referência destina 30% para despesas essenciais e outros 30% para compromissos financeiros”, explicou. De acordo com Bandeira, os 40% restantes podem atender poupança, investimentos e gastos pessoais. “Essa estrutura facilita o controle e evita novos desequilíbrios”, concluiu.

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