A Justiça da Paraíba determinou a internação do adolescente responsável pela morte de Washington Rodrigo, de 33 anos, em um hotel de João Pessoa. A medida socioeducativa pode durar até três anos, com reavaliações obrigatórias a cada seis meses.
O adolescente foi responsabilizado por um ato infracional análogo a homicídio qualificado. A decisão veio após a audiência de instrução realizada na segunda-feira (31). Pela determinação, a primeira avaliação sobre a continuidade da internação deverá ocorrer após seis meses.
O jovem, que é natural do Rio Grande do Norte, havia sido apreendido depois de se apresentar à Polícia Civil em Caicó (RN), no fim de julho. Em seguida, ele foi levado para João Pessoa, onde o caso passou a tramitar.
O que aconteceu no hotel
Washington Rodrigo e o adolescente se encontraram na madrugada de 24 de julho, em um hotel localizado no bairro de Manaíra. Segundo a investigação, os dois haviam se conhecido por meio de uma plataforma de relacionamentos.
Durante o encontro, o adolescente afirmou ter ficado com medo de que sua orientação sexual fosse exposta. A versão apresentada à polícia é de que ele suspeitou que Washington havia feito registros do momento íntimo entre os dois.
Ainda segundo a investigação, o adolescente utilizou uma pistola de airsoft para exigir a senha do celular da vítima. Depois, teria usado o cabo de um secador de cabelo para asfixiar Washington.
O IML confirmou que a vítima morreu por asfixia e apresentava sinais de tortura. Após o crime, o adolescente tentou sair do hotel usando o carro de Washington, mas não conseguiu e deixou o local.
Durante a apuração, a polícia apreendeu uma pistola de airsoft e algemas, objetos considerados importantes para reconstruir o que aconteceu no quarto.
Adolescente já tinha registros no RN
A Polícia Civil informou que o adolescente possui ao menos 17 boletins de ocorrência registrados no Rio Grande do Norte. Os registros incluem suspeitas de furtos, extorsão e ameaças.
O adolescente se apresentou acompanhado de um advogado e, após prestar depoimento, foi encaminhado para João Pessoa.
Com a decisão judicial, ele permanecerá internado e terá a situação reavaliada a cada seis meses, dentro do limite máximo previsto para a medida.
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