Motoboy encontrado morto em João Pessoa foi torturado e sofreu mais de 50 facadas

Érick Rodrigues, de 23 anos, foi encontrado morto cinco dias após desaparecer no bairro Padre Zé

Kaliane Vitoria
Kaliane Vitoria
Estudante de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é apaixonada por comunicação e pelo futebol. Atualmente, é estagiária no portal Th+ SBT, onde atua na produção de conteúdos jornalísticos. Busca reunir informação, credibilidade e criatividade em todas as suas reportagens.

A violência sofrida pelo motoboy Érick Rodrigues Nascimento Ferreira, de 23 anos, foi detalhada pela perícia após a localização do corpo, em João Pessoa. Segundo o Instituto de Medicina Legal (IML), a vítima sofreu mais de 50 golpes de faca e morreu após uma perda intensa de sangue provocada pelos ferimentos.

O diretor do IML, Flávio Fabres, informou que o exame também identificou lesões compatíveis com tortura e uma tentativa de arrancar uma das mãos do motociclista. Os ferimentos estavam distribuídos pelo corpo, com maior concentração na região das costas.

A causa da morte já foi estabelecida como choque hemorrágico, provocado pela perda volumosa de sangue. O laudo ainda passa por exames complementares, que devem concluir a análise pericial.

Outro ponto que não pôde ser determinado com precisão foi a data da morte. Segundo Flávio Fabres, as condições climáticas registradas em João Pessoa interferiram no processo de decomposição e dificultaram a definição exata do período em que Érick morreu.

Relembre o caso

Érick estava desaparecido desde a terça-feira (25). Cinco dias depois, no sábado (29), o corpo foi encontrado em uma área de mata no bairro Padre Zé. O sepultamento aconteceu no domingo (30), no Cemitério Senhor da Boa Sentença, em João Pessoa.

Durante as investigações, a Polícia Civil prendeu um homem suspeito de envolvimento no crime. Segundo a apuração policial, ele teria ordenado uma “disciplina” contra o motociclista após suspeitar de um relacionamento entre Érick e sua ex-companheira.

A investigação também aponta a participação de outros dois integrantes de uma facção criminosa nas agressões. O suspeito preso admitiu participação na tortura, mas negou ter sido responsável pela morte.

A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar os demais envolvidos e esclarecer toda a dinâmica do homicídio.

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