A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nesta sexta-feira (21), a Operação Cárceres, para cumprir mandados contra um grupo investigado por homicídios e tentativas de homicídio em Patos, no Sertão da Paraíba.
A ação foi realizada pela Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos, com apoio da Polícia Penal do Rio de Janeiro. Ao todo, são seis mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão.
O nome da operação está relacionado a uma das principais descobertas da investigação: a maioria dos suspeitos já estava presa por outros crimes, mas, segundo a Polícia Civil, continuava exercendo influência sobre integrantes que estavam em liberdade. A suspeita é de que os investigados presos teriam participado do planejamento e determinado a execução de ações criminosas mesmo de dentro dos presídios.
Os mandados foram cumpridos em Patos, João Pessoa e no Rio de Janeiro. Em Patos, uma prisão aconteceu no bairro Santo Antônio e outras duas no Presídio Romero Nóbrega. Na capital, foram cumpridos dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão no Presídio Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes. Já no Rio de Janeiro, a ação ocorreu na Cadeia Pública Jorge Santana, onde foram cumpridos um mandado de prisão e um de busca e apreensão.
Como a investigação chegou ao grupo
A investigação começou após uma tentativa de homicídio ocorrida na madrugada de 23 de julho, no bairro São Judas Tadeu, em Patos.
De acordo com a Polícia Civil, quatro homens chegaram ao local em um Renault Captur vermelho e atiraram contra o apartamento de uma pessoa conhecida como “Dudu”. Os suspeitos utilizavam pistolas e uma espingarda calibre 12 e fugiram após os disparos.
Duas pessoas envolvidas na ação foram presas em flagrante. Uma delas já tinha um mandado de prisão expedido pela Justiça de Santa Catarina.
A partir dessas prisões, os investigadores conseguiram chegar ao veículo utilizado no ataque, que tinha queixa de roubo, e identificar outros integrantes que, segundo a polícia, fariam parte do grupo.
Durante o avanço da apuração, os investigadores identificaram três pessoas que já estavam presas e que seriam os responsáveis por ordenar a ação. Segundo a Polícia Civil, eles teriam fornecido veículos e armas para que o ataque fosse realizado pelos integrantes que estavam em liberdade.
A principal linha de investigação aponta que o crime estaria relacionado a uma disputa entre facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas.
Outros três crimes estão na investigação
A investigação não se limita ao ataque contra o apartamento. O mesmo grupo é apontado como suspeito de envolvimento em outros três crimes violentos registrados em Patos durante o mês de julho.
Um deles foi o homicídio de Ricardo Silva Lucena, ocorrido no dia 18, no Beco do Geraldo.
Dois dias depois, em 20 de julho, ocorreu uma tentativa de homicídio contra Luiz Felipe Silva Gomes, na Rua Enaldo Torres, no bairro Belo Horizonte.
Já em 24 de julho, José Tácio Lino dos Santos foi assassinado no bairro Jardim Guanabara.
Segundo a Polícia Civil, a Operação Cárceres é mais uma etapa da investigação e as diligências continuam para esclarecer qual foi a participação de cada suspeito nos crimes e identificar outras pessoas que possam estar envolvidas.
A polícia reforçou que informações sobre os casos podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 197.
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