A Paraíba gerou saldo positivo de 930 empregos com carteira assinada em março, com 24.343 admissões e 23.413 desligamentos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho.
O setor de serviços puxou o resultado no período, com saldo de 2.000 vagas. O comércio também apresentou desempenho positivo, com 713 postos, seguido pela construção civil, que registrou 375 novos empregos. Por outro lado, a indústria teve saldo negativo de 1.532 vagas, enquanto a agropecuária perdeu 624 postos.
A queda nos setores industrial e agropecuário ocorre por causa da entressafra da cana-de-açúcar, fenômeno que se repete no primeiro semestre na Zona da Mata paraibana. Nesse período, há redução nas atividades de produção de açúcar e etanol, além da diminuição no corte da cana. A expectativa é de recuperação no segundo semestre, com a retomada da safra
O resultado de março contrasta com o mesmo período do ano passado, quando o estado registrou saldo negativo de 607 vagas. Apesar da oscilação sazonal, a Paraíba fechou 2025 com saldo positivo de 31.043 empregos formais, o segundo maior da série histórica do Caged no estado, atrás apenas de 2022.
Com o desempenho de março, o estoque de empregos formais na Paraíba chegou a 545.954 postos, o que representa crescimento de 0,17% em relação ao mês anterior. O indicador considera o total de vínculos ativos nos setores de serviços, comércio, indústria, agropecuária e construção.
No cenário nacional, todas as regiões do país apresentaram saldo positivo em março. O Sudeste liderou a geração de empregos, com 138.027 vagas, seguido pelo Sul, com 36.745, e pelo Nordeste, com 25.138 postos. O Centro-Oeste registrou 20.230 vagas, enquanto o Norte teve saldo de 7.886. No total, o Brasil criou 228.208 empregos formais no mês.



