A Paraíba registrou a menor taxa de desemprego do Nordeste no segundo trimestre de 2026, com 5,4% de desocupação, segundo dados da PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa uma queda de 1,6 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre do ano. Com o índice, a Paraíba também empatou com a média nacional de desemprego no período.
Um dos setores que ajudam a explicar o desempenho é a construção civil, que aparece entre os principais segmentos na geração de empregos formais. O setor também tem impacto sobre outras áreas da economia, já que a atividade movimenta fornecedores de materiais, prestadores de serviços, comércio e transporte.
No primeiro semestre de 2026, a construção civil foi o quinto setor que mais gerou empregos formais no país. Na Paraíba, o desempenho é associado principalmente aos investimentos em habitação e infraestrutura urbana, que mantêm os canteiros de obras ativos e aumentam a demanda por trabalhadores e serviços.
Além dos empregos diretamente ligados às obras, o setor tem um efeito multiplicador na economia. A movimentação dos canteiros aumenta a procura por materiais de construção, equipamentos, transporte, alimentação e outros serviços, ampliando o impacto da atividade sobre o mercado de trabalho.
Para o vice-presidente de Assuntos Trabalhistas e Política Sindical do Sinduscon-JP, Ovídio Maribondo, o resultado confirma uma tendência observada no setor.
“Os números divulgados pelo IBGE confirmam o que a indústria da construção civil já vinha percebendo no dia a dia dos canteiros: um mercado de trabalho aquecido e em expansão. A construção não gera emprego apenas dentro da obra, ela movimenta toda uma cadeia — fornecedores de materiais, prestadores de serviço, comércio local — e isso se traduz diretamente nos indicadores que colocam a Paraíba na liderança do Nordeste”, afirma.
Segundo Ovídio, a continuidade desse cenário depende da manutenção dos investimentos e de condições favoráveis para o financiamento imobiliário.
“É um resultado que reflete investimento contínuo em infraestrutura e em habitação, e reforça a importância de mantermos condições estáveis de crédito e financiamento para que esse ritmo de geração de empregos continue”, completa Ovídio.
Apesar do resultado positivo, a manutenção do ritmo de crescimento depende da continuidade dos investimentos públicos e da estabilidade do crédito imobiliário. Para o setor, condições macroeconômicas favoráveis são importantes para que a construção civil continue gerando empregos e movimentando a economia paraibana.
No segundo trimestre de 2026, a taxa de desemprego da Paraíba ficou abaixo da registrada por estados como Bahia, com 9,1%, e Pernambuco, com 8,3%.
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