Os furtos de celulares cresceram 51,2% na Paraíba entre 2024 e 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23). O número de ocorrências passou de 3.174 para 4.799, um aumento de 1.625 casos em apenas um ano.
Além do crescimento absoluto, a taxa de furtos também avançou no estado. Em 2024, eram 76 ocorrências por 100 mil habitantes. Em 2025, esse índice subiu para 115 casos por 100 mil habitantes, refletindo o aumento da incidência desse tipo de crime.
Apesar da alta nos furtos, os roubos de celulares apresentaram redução no mesmo período. Em 2025, foram registrados 1.598 roubos, contra 2.082 ocorrências em 2024, o que representa uma queda de 23,3%. A taxa também diminuiu, passando de 50,2 para 38,4 roubos por 100 mil habitantes.
Ao todo, a Paraíba contabilizou 6.397 ocorrências de roubos e furtos de celulares em 2025. Embora o número total de crimes contra aparelhos tenha aumentado, o crescimento foi impulsionado principalmente pela elevação dos furtos, já que os roubos seguiram em trajetória de queda.
Outro dado que chama atenção no levantamento é que a Paraíba foi um dos dois únicos estados brasileiros a registrar aumento no indicador que reúne roubos e furtos de celulares. O estado teve crescimento de 21%, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro, que registrou alta de 22%. Nas demais unidades da federação, o indicador apresentou redução.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública considera como furto os casos em que o celular é levado sem o uso de violência ou ameaça, como em situações de distração da vítima ou durante aglomerações. Já o roubo ocorre quando há emprego de violência física, grave ameaça ou intimidação para subtrair o aparelho.
Os dados fazem parte da edição 2026 do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, estudo elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base em informações fornecidas pelas secretarias estaduais de segurança e outros órgãos oficiais. O levantamento reúne indicadores sobre criminalidade e violência em todo o país e é utilizado como referência para acompanhar a evolução dos índices de segurança pública no Brasil.


