A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a queda de um helicóptero registrada em abril deste ano, no bairro do Mirante, em Campina Grande, e indiciou o piloto e o proprietário da aeronave. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (10) pelo delegado Heitor Soares.
De acordo com a investigação, o piloto Josevan Rodrigues Ferreira não possuía habilitação válida para operar o helicóptero no momento do acidente. Já o empresário Lamartynne Oliveira, dono da aeronave, foi indiciado por ter autorizado a realização do voo mesmo diante da irregularidade.
Segundo a Polícia Civil, o helicóptero transportava passageiros e caiu logo após a decolagem, criando uma situação de risco para os ocupantes e para pessoas que estavam na área onde ocorreu o acidente. O fato de a ocorrência ter sido registrada em uma área urbana também foi considerado durante a apuração.
As investigações apontaram ainda que a aeronave era ocupada por três adultos e uma criança. Apesar do susto, nenhuma das vítimas sofreu ferimentos graves.
Com base nas conclusões do inquérito, os dois investigados foram indiciados por exposição a perigo da segurança da navegação aérea com resultado de desastre aeronáutico. Segundo a polícia, um deles teria praticado diretamente a conduta, enquanto o outro teria participado da ação ao permitir a realização do voo.
O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que agora deverá analisar o caso e decidir sobre possíveis medidas judiciais.
Relembre o acidente
A queda do helicóptero aconteceu na manhã de 18 de abril, nas proximidades de um hotel localizado no bairro do Mirante, em Campina Grande.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, a aeronave havia saído de João Pessoa e realizado uma parada para abastecimento na Rainha da Borborema. Durante a tentativa de decolagem, o motor teria perdido potência, obrigando o piloto a realizar um pouso de emergência.
Após o impacto, os ocupantes conseguiram sair da aeronave. Os três adultos foram encaminhados ao Hospital de Trauma de Campina Grande, enquanto a criança recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ainda no local.
Na época do acidente, Josevan Rodrigues Ferreira chegou a ser preso após a constatação de que não possuía habilitação válida para pilotar o helicóptero e estava com o Certificado Médico Aeronáutico (CMA) vencido.
Além da investigação conduzida pela Polícia Civil, o caso também foi comunicado à Aeronáutica, responsável por apurar as circunstâncias técnicas que levaram à queda da aeronave.
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