Advogado é preso em flagrante ao tentar entrar com celular e droga em cadeia na PB

O pacote continha um aparelho celular, carregador, chips telefônicos e uma quantidade significativa de maconha, já embalada

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

Um advogado foi preso em flagrante nesta quinta-feira (26), ao ser flagrado tentando entregar um pacote com celular, carregador, chip e droga a um preso dentro de uma cadeia pública na Paraíba. O caso é investigado pela Polícia Civil.

De acordo com o delegado João Paulo Amazonas, responsável pela ocorrência, o advogado foi surpreendido por policiais penais no momento em que repassava o material durante atendimento a um cliente dentro da unidade prisional. O pacote continha um aparelho celular, carregador, chips telefônicos e uma quantidade significativa de maconha, já embalada.

Segundo a polícia, o advogado esteve na unidade para atender três clientes. Após o terceiro atendimento, agentes penitenciários realizaram revista no detento e encontraram o material ilícito. A suspeita surgiu após o comportamento considerado atípico durante o encontro.

A cadeia passa por reformas, e o atendimento entre advogados e presos ocorre em uma sala reservada, mas próxima à área administrativa, o que teria permitido a observação da movimentação.

Em depoimento inicial, o advogado teria alegado que foi coagido por um homem armado, que o teria obrigado a entregar o pacote ao detento. No entanto, segundo o delegado, a versão não foi considerada convincente. Em um segundo interrogatório, o suspeito optou por permanecer em silêncio, direito garantido por lei.

A defesa sustenta a inocência do advogado e afirma que irá contestar o material probatório durante o processo.

A Polícia Civil informou que o advogado poderá responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico e outros crimes que ainda serão definidos conforme o avanço das investigações.

O delegado já representou pela conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, considerando a gravidade do caso.

Por se tratar de um profissional da advocacia, uma Comissão de Prerrogativas da OAB-PB esteve na delegacia para acompanhar o procedimento. Pela legislação, advogados só podem ser presos em caso de flagrante delito, o que, segundo a polícia, ficou configurado na situação.

O suspeito permanece detido e deve passar por audiência de custódia. A investigação também apura se houve outras tentativas anteriores de entrada de material ilícito na unidade prisional.

A Polícia Civil segue reunindo elementos para conclusão do inquérito.

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