Em carta, Hytalo Santos critica Justiça:”Natal e Ano Novo atrás das grades”

O texto foi divulgado por Kamylinha e reúne críticas ao Judiciário, questionamentos e declarações de que ele passará o Natal e o Ano Novo detido

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Em nova carta, Hytalo Santos critica Justiça, fala em perseguição cultural e diz que passará festas de fim de ano preso
Foto: Reprodução/ Instagram

Uma nova carta atribuída ao influenciador Hytalo Santos, preso há quase cinco meses, voltou a circular nas redes sociais neste fim de semana. O texto foi divulgado por Kamylinha e reúne críticas ao Judiciário, questionamentos sobre as provas do processo e declarações de que ele passará o Natal e o Ano Novo detido.

Na mensagem, Hytalo afirma que continua impedido de conceder entrevistas e de se manifestar publicamente sobre o caso. Segundo ele, a decisão o impede de exercer o direito de defesa fora dos autos. “Continuo proibido de ser entrevistado e de ter voz para me defender”, escreveu, ao mencionar que as datas festivas serão vividas “atrás das grades”.

Ao abordar o andamento do processo, o influenciador reclama da demora nas decisões judiciais e questiona os elementos utilizados como prova. De acordo com o texto, o caso estaria fundamentado em conteúdos publicados em suas redes sociais, como vídeos, músicas, roupas e procedimentos estéticos. Ele também afirma que depoimentos favoráveis estariam sendo desconsiderados e que situações que, segundo ele, teriam respaldo legal não estariam sendo reconhecidas.

Em outro trecho, Hytalo afirma que o caso ultrapassou a esfera criminal e passou a ter, em sua avaliação, um viés moral e midiático. Ele sustenta que comportamentos considerados inadequados por parte da sociedade não configurariam crime e diz que a repercussão pública teria influenciado o enquadramento do caso. “Virou crime depois da mídia”, escreveu.

A carta também traz um discurso mais amplo, no qual o influenciador menciona o que chama de tratamento seletivo da lei. Segundo ele, práticas semelhantes seriam comuns em outros contextos e não resultariam em prisões. No texto, Hytalo afirma que estaria disposto a dialogar caso houvesse, de fato, um debate institucional sobre as causas envolvidas.

Em tom político, o influenciador faz referência ao período eleitoral e sugere que decisões recentes teriam relação com a necessidade de demonstrar atuação pública. Logo em seguida, amplia o discurso para o campo cultural e cita diretamente o brega funk. “Começaram me prendendo. Agora estão proibindo shows de brega, regulamentando redes sociais e ditando o que é ou não cultural”, escreveu, dirigindo-se a artistas e ao público em geral.

A carta termina com novas críticas ao sistema judicial e a afirmação de que poderá haver condenação mesmo sem provas, segundo a sua avaliação. O texto é encerrado com a hashtag #Justiça.

Na mesma publicação em que a carta foi divulgada, Kamylinha também se pronunciou sobre o momento vivido pela família. Ela destacou o impacto emocional das festas de fim de ano e afirmou que Hytalo Santos e outra pessoa citada como Euro permanecerão presos durante o período.

Já são quase cinco meses presos, pagando uma pena antes mesmo de qualquer condenação”, escreveu, ao defender que, independentemente de posicionamentos pessoais, a situação deveria ser analisada sob a ótica da justiça.

Kamylinha encerrou a mensagem com uma declaração de , afirmando acreditar que os fatos serão esclarecidos. Até o momento, não houve novo posicionamento oficial do Judiciário sobre o conteúdo da carta ou sobre eventuais mudanças na situação processual dos citados.

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