Familiares e amigos de Rayla Cavalcante, de 23 anos, realizaram um protesto na tarde desta segunda-feira na Avenida Dom Pedro I, em Guarabira, para cobrar justiça pela morte da jovem, ocorrida na Baía da Traição, no Litoral Norte da Paraíba. O caso é tratado pela família como feminicídio.
Segundo relatos apresentados à polícia e reiterados pelos familiares, Rayla estava na garupa de uma motocicleta conduzida pelo namorado quando, após uma discussão, foi empurrada do veículo em movimento. A jovem caiu e bateu a cabeça, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
Durante o ato, parentes e amigos destacaram a preocupação com a possibilidade de o crime ser tratado como culposo (sem intenção de matar). A família afirma que a defesa do suspeito tenta caracterizar o episódio como briga de trânsito, enquanto os parentes sustentam que houve ação intencional. “Não queremos vingança, queremos justiça”, disse o pai da vítima, em declaração pública durante o protesto.
A mãe de Rayla relatou o impacto da perda e a dificuldade da família, especialmente da filha da jovem, que pergunta pela mãe. “Ela olha para o céu e diz que a mãe está lá”, contou, emocionada.
De acordo com informações divulgadas durante a cobertura do caso, o suspeito já tinha antecedentes por agressões em relacionamentos anteriores. A polícia investiga as circunstâncias do ocorrido e a tipificação do crime.
A manifestação contou com apoio da Semob para organização do trânsito e reuniu mulheres, amigos e parentes da vítima. Cartazes e palavras de ordem pediam responsabilização e enquadramento do caso como feminicídio.
O caso segue sob investigação, e a família afirma que continuará mobilizada até que haja resposta judicial compatível com a gravidade do ocorrido.



