Justiça retoma nesta terça (24) caso de estupro em Pedras de Fogo com audiência de instrução

A vítima relatou que entrou em contato com o empresário pelas redes sociais após receber um convite para uma suposta entrevista de emprego

Martelo de juiz, balança da justiça e advogados assinando documentos, simbolizando justiça gratuita e processos trabalhistas.
Decisão do STF amplia acesso à Justiça do Trabalho e aumenta ações trabalhistas em 2024.

A Justiça da Paraíba retoma nesta terça-feira (24) o processo que investiga a acusação de estupro contra um comerciante em Pedras de Fogo, na Zona da Mata do estado. Está marcada a primeira audiência de instrução e julgamento do caso, que apura a denúncia feita por uma jovem que afirma ter sido violentada dentro do estabelecimento comercial do suspeito.

Segundo a denúncia, o crime teria ocorrido em 4 de setembro de 2025. A vítima relatou que entrou em contato com o empresário pelas redes sociais após receber um convite para uma suposta entrevista de emprego. Ao chegar ao local, ainda conforme o depoimento, o homem teria trancado a porta do comércio e cometido o abuso sexual.

O acusado foi preso em flagrante à época, mas, durante a audiência de custódia, a Justiça decidiu que ele responderia ao processo em liberdade, com medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica por 90 dias e a proibição de se aproximar da vítima e de seus familiares. Atualmente, segundo a defesa da vítima, o denunciado circula livremente na cidade, o que tem gerado medo e insegurança na família.

O advogado da jovem afirmou que há no processo relato de tentativa de intimidação, incluindo a suposta oferta de R$ 20 mil para que a vítima desistisse da denúncia ou alterasse o depoimento. De acordo com ele, esse episódio foi registrado nos autos por meio de depoimentos da vítima e de testemunhas. Ainda assim, pedidos de prisão preventiva por descumprimento de medidas cautelares não teriam sido acolhidos até o momento.

A audiência desta terça-feira marca o início da fase em que devem ser ouvidas a vítima, testemunhas e o acusado. A família espera que o processo avance e que haja uma resposta judicial mais rápida. Em declarações públicas, parentes afirmam que a vítima segue sofrendo com o impacto do caso, enquanto o investigado responde em liberdade.

O caso tem gerado repercussão na região e é acompanhado por movimentos de defesa dos direitos das mulheres, que cobram celeridade e rigor na apuração. A Justiça ainda não informou se o réu comparecerá presencialmente ou por videoconferência à audiência.

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