A Justiça da Paraíba manteve, nesta segunda-feira (23), a prisão preventiva do policial militar pernambucano José Eduardo de Oliveira Filho, acusado de agredir o filho e a filha do deputado federal Mersinho Lucena (PP) durante o Bloco das Muriçocas do Miramar, em João Pessoa. A decisão foi tomada em audiência de custódia.
Por se tratar de um militar, foi determinado que o cumprimento da prisão ocorra nas dependências do 1º Batalhão da Polícia Militar da Paraíba, no Centro da capital.
A prisão de José Eduardo havia sido decretada no dia 13 de fevereiro, mas ele só foi detido no domingo (22). Na decisão que determinou a custódia, o juiz André Ricardo de Carvalho Costa considerou a medida necessária diante da gravidade das agressões e do modo como os fatos ocorreram.
Segundo o magistrado, a situação envolve “agressões severas em contexto de multidão e festa, com escalada de violência”, incluindo golpes de “mata-leão”, cotoveladas e chutes na cabeça, o que, na avaliação judicial, indica acentuada periculosidade e risco de reiteração. O juiz também destacou que medidas mais brandas seriam insuficientes, diante do uso de técnicas potencialmente letais contra vítimas adolescentes.
De acordo com o relato do filho do deputado à polícia, ele teria sido enforcado pelo policial e só conseguiu se soltar do golpe depois que a namorada o atingiu nas costas. Em seguida, José Eduardo teria socado a jovem, que caiu no chão e cortou o pé ao pisar em um vidro quebrado. Um amigo do casal também teria desmaiado em consequência das agressões.
A confusão ocorreu em um camarote durante o bloco, após uma pessoa jogar água para o alto, o que teria dado início ao tumulto.
No episódio, José Eduardo estava acompanhado de Pedro Henrique de Brito Lima, que também teve a prisão decretada, mas segue foragido até o momento. As investigações continuam para localizá-lo e esclarecer todos os detalhes do caso.



