Familiares cobram justiça após morte de mulher que foi derrubada da moto ne PB

A família afirma que a defesa do suspeito tenta caracterizar o episódio como briga de trânsito, enquanto os parentes sustentam que houve ação intencional

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

Familiares e amigos de Rayla Cavalcante, de 23 anos, realizaram um protesto na tarde desta segunda-feira na Avenida Dom Pedro I, em Guarabira, para cobrar justiça pela morte da jovem, ocorrida na Baía da Traição, no Litoral Norte da Paraíba. O caso é tratado pela família como feminicídio.

Segundo relatos apresentados à polícia e reiterados pelos familiares, Rayla estava na garupa de uma motocicleta conduzida pelo namorado quando, após uma discussão, foi empurrada do veículo em movimento. A jovem caiu e bateu a cabeça, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante o ato, parentes e amigos destacaram a preocupação com a possibilidade de o crime ser tratado como culposo (sem intenção de matar). A família afirma que a defesa do suspeito tenta caracterizar o episódio como briga de trânsito, enquanto os parentes sustentam que houve ação intencional. “Não queremos vingança, queremos justiça”, disse o pai da vítima, em declaração pública durante o protesto.

A mãe de Rayla relatou o impacto da perda e a dificuldade da família, especialmente da filha da jovem, que pergunta pela mãe. “Ela olha para o céu e diz que a mãe está lá”, contou, emocionada.

De acordo com informações divulgadas durante a cobertura do caso, o suspeito já tinha antecedentes por agressões em relacionamentos anteriores. A polícia investiga as circunstâncias do ocorrido e a tipificação do crime.

A manifestação contou com apoio da Semob para organização do trânsito e reuniu mulheres, amigos e parentes da vítima. Cartazes e palavras de ordem pediam responsabilização e enquadramento do caso como feminicídio.

O caso segue sob investigação, e a família afirma que continuará mobilizada até que haja resposta judicial compatível com a gravidade do ocorrido.

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