Justiça torna empresário e namorada réus pela morte de engenheiro após festa de São João na Paraíba

A decisão foi assinada nesta terça-feira (21) pela juíza Flávia de Souza Baptista, da Vara do Tribunal do Júri de Campina Grande.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

A Justiça da Paraíba aceitou a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e tornou réus o empresário Christian Medeiros Veiga Dantas Costa e Larissa Maria Leal de Freitas pela morte do engenheiro civil Rubens Fernandes da Costa Filho, conhecido como Rubinho. A decisão foi assinada nesta terça-feira (21) pela juíza Flávia de Souza Baptista, da Vara do Tribunal do Júri de Campina Grande.

De acordo com a denúncia do MPPB, Christian Dantas é apontado como o autor dos disparos que mataram o engenheiro, enquanto Larissa Leal teria participado do crime ao instigar o namorado e prestar auxílio material durante a ação.

Ao receber a denúncia, a magistrada entendeu que há prova da materialidade e indícios suficientes de autoria para dar prosseguimento à ação penal.

A decisão menciona depoimentos de testemunhas que relataram ter visto o empresário buscar uma arma de fogo no carro antes de atirar no peito da vítima, após uma briga no estacionamento do evento. O documento também cita indícios de que a arma utilizada no crime estaria guardada no veículo de Larissa.

Processo tramitará em segredo de Justiça

A juíza também determinou que o processo tramite em segredo de Justiça. Segundo a decisão, a medida foi adotada após alegações de que os acusados passaram a sofrer linchamento virtual, discursos de ódio e ameaças de morte nas redes sociais.

Com o recebimento da denúncia, os dois réus foram citados para apresentar resposta à acusação, por escrito, no prazo de 10 dias.

A defesa de Larissa Maria Leal de Freitas, representada pelo advogado Júnior Moura, informou que ainda não havia sido oficialmente comunicada sobre a decisão e que irá se manifestar nos autos após a intimação. Até a publicação da decisão, a defesa de Christian Medeiros Veiga Dantas Costa não havia se pronunciado.

Crime ocorreu após discussão em festa de São João

O crime aconteceu na madrugada do dia 21 de junho, no estacionamento de uma festa privada de São João, em Lagoa Seca, no Agreste paraibano.

Segundo as investigações da Polícia Civil, a discussão que antecedeu o homicídio teria sido motivada por ciúmes. Durante a confusão, Rubens Fernandes da Costa Filho, de 29 anos, foi atingido por um disparo no coração.

A vítima chegou a ser socorrida por uma ambulância particular e encaminhada ao Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde passou por procedimentos de emergência, mas não resistiu aos ferimentos.

Família cobra Justiça

Após o crime, familiares de Rubens afirmaram estar profundamente abalados e defenderam a responsabilização dos envolvidos.

O primo da vítima, Fábio Meireles, descreveu Rubens como um jovem trabalhador, engenheiro civil e sem histórico de conflitos, afirmando que a família buscará todas as medidas legais para que o caso não fique impune.

Suspeito foi preso em flagrante

Após a briga, Christian Medeiros Veiga Dantas Costa também ficou ferido, recebeu atendimento médico no Hospital de Trauma e, posteriormente, foi conduzido à Central de Polícia Civil.

Depois de passar por audiência de custódia, ele teve a prisão em flagrante convertida e foi encaminhado para um presídio. A arma de fogo utilizada no crime foi apreendida pela Polícia Civil.

O corpo de Rubens Fernandes da Costa Filho foi sepultado no dia 22 de junho, no cemitério de Guarabira, no Brejo paraibano.

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