MEC determina demissão de professor da UFCG investigado por denúncias de assédio moral e sexual

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (14).

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

O Ministério da Educação (MEC) determinou a demissão do professor Antônio Lisboa Leitão de Souza, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apurou denúncias de assédio moral e de condutas de natureza sexual contra estudantes da instituição. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (14).

De acordo com a portaria assinada pelo ministro da Educação, Leonardo Osvaldo Barchini Rosa, o professor utilizou o cargo que ocupava na universidade para praticar atos de conotação sexual e assédio moral contra alunas. O documento cita o chamado “valimento do cargo”, expressão utilizada para caracterizar o uso da função pública para obtenção de vantagem pessoal ou para a prática de irregularidades.

Até a publicação da decisão, Antônio Lisboa Leitão de Souza ocupava o cargo de professor associado da UFCG e integrava o Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd-UAED-CH). O docente atuava na orientação de pesquisas e trabalhos acadêmicos na área de História, Política e Gestão Educacionais.

Segundo as informações divulgadas, o processo administrativo tramita sob sigilo e ainda não possui decisão definitiva na esfera administrativa.

A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da defesa do professor e da UFCG, caso decidam se pronunciar sobre a decisão do MEC.

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