O empresário e advogado Erick Marinho, segundo suplente do senador Efraim Filho (União Brasil-PB), foi um dos alvos da Operação Sem Desconto da Polícia Federal, deflagrada nesta quinta-feira (18) após autorização ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a ação, Marinho é suspeito de ajudar a ocultar bens de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e de outros envolvidos em fraudes bilionárias contra aposentados.
A Operação Sem Desconto apura fraudes bilionárias contra aposentados do INSS. Em decisão do STF, o empresário foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica, teve a saída do país proibida e deverá entregar seu passaporte às autoridades.
Documentos da investigação indicam que empresas ligadas à família de Erick Marinho, como Flight Way S/A e Air Connect S/A, ambas registradas em nome de sua esposa, Joelma dos Santos Campos, apresentariam indícios de uso para ocultação de patrimônio.
Constituídas recentemente e com capital social baixo, as empresas adquiriram aeronaves de alto valor, incluindo um jato Beech F90 por R$ 2,8 milhões, levantando suspeitas de que funcionariam como veículos para blindar bens de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e seus operadores.
A Polícia Federal entendeu que Antônio e Erik Marinho adotavam práticas ativas para ocultar e movimentar bens e valores, incluindo indícios de operações no exterior
Em conversas interceptadas, Antonio Carlos teria descrito Marinho como sua “parceria jatinho”, responsabilizando-o pela venda de cotas de aeronaves envolvidas no esquema.



