O Trocando em Miúdos, quadro exibido no Manhã TH+, apresentou, nesta sexta-feira (26), uma análise do jornalista Josival Pereira sobre como as principais lideranças políticas da Paraíba atravessaram o período natalino e quais sinais ficaram evidentes para o cenário eleitoral de 2026.
No comentário, Josival destacou que a maior parte dos políticos usou o Natal para reforçar a imagem familiar e religiosa, com registros em casa e mensagens voltadas ao significado da data. Governador João Azevêdo, prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, vice-governador Lucas Ribeiro, senador Efraim Filho e deputado Hugo Motta adotaram esse tom. Entre eles, apenas Cícero e Hugo também aproveitaram as redes sociais para fazer balanços políticos e administrativos.
Segundo a análise apresentada no Trocando em Miúdos, a postura mais discreta indica uma pausa estratégica após meses de pré-campanha intensa. A avaliação é que, a partir do início do próximo ano, o ambiente político voltará a ficar mais tenso, especialmente até março, prazo em que governador e prefeito da capital precisarão decidir sobre eventual renúncia aos cargos para disputar as eleições, o que depende de articulações e garantias políticas.
O programa também chamou atenção para um gesto político em Campina Grande. Uma foto de Pedro Cunha Lima ao lado de Ronaldo Cunha Lima Neto, com a legenda “Feliz Natal, meu povo”, foi interpretada como um sinal de apresentação pública de Ronaldo como possível nome da família para uma futura composição de chapa. A leitura feita por Josival Pereira aponta que Campina Grande se torna peça-chave para projetos estaduais, sobretudo diante das dificuldades de outras composições na região.
Em contraste com o clima mais reservado do Natal em outras cidades, Cabedelo viveu um cenário de confronto aberto. O Trocando em Miúdos mostrou que a pré-campanha da eleição suplementar já ganhou força, com reunião entre André Coutinho, Walber Virgulino e Ricardo Barbosa na véspera de Natal, sinalizando tentativa de união contra o grupo que hoje comanda a prefeitura de forma interina. Na sequência, vieram trocas públicas de críticas, envolvendo denúncias sobre lixo urbano e a revogação do reajuste do IPTU aprovado na gestão anterior.
O quadro encerrou destacando que, mesmo em um período tradicionalmente marcado por mensagens religiosas e familiares, a política seguiu presente, seja de forma mais sutil, seja de maneira explícita, reforçando que o Natal funcionou como um intervalo curto antes da retomada plena das disputas eleitorais.



