UFPB tem 180 dias para criar barreiras contra acesso de gatos a salas e laboratórios

Segundo o MPT, a medida tem como objetivo reduzir riscos de contaminação e preservar a saúde e a segurança de trabalhadores, estudantes e demais usuários da universidade.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Fernando Gonzaga

O Ministério Público do Trabalho (MPT) recomendou que a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) adote medidas para impedir a entrada de gatos em ambientes internos da instituição, como salas de aula, laboratórios, áreas administrativas, copas e sanitários. A recomendação foi divulgada nesta sexta-feira (10) e estabelece prazo de 180 dias para que as ações sejam implementadas.

Segundo o MPT, a medida tem como objetivo reduzir riscos de contaminação e preservar a saúde e a segurança de trabalhadores, estudantes e demais usuários da universidade.

A recomendação foi emitida após um estudo pericial realizado nas dependências da UFPB, que apontou a necessidade de adequações relacionadas ao controle da circulação de animais em áreas internas.

O que o MPT recomendou

Entre as principais medidas previstas estão:

  • instalação de barreiras físicas, manutenção de portas e vedação de acessos para impedir a entrada de gatos em ambientes internos;
  • retirada dos pontos de alimentação próximos às edificações, mantendo-os, se necessário, apenas em áreas externas controladas;
  • criação de protocolos para limpeza e desinfecção de locais contaminados por fezes, urina e outros resíduos biológicos.

De acordo com o órgão, a universidade deverá comprovar a adoção das medidas dentro do prazo de 180 dias.

UFPB diz que vai cumprir recomendação

Em nota, a UFPB informou que já criou um grupo de trabalho responsável pela elaboração do plano institucional solicitado pelo Ministério Público do Trabalho.

A universidade também afirmou que pretende cumprir o prazo estabelecido para implementar as medidas recomendadas.

Medidas não determinam retirada dos animais

A recomendação do MPT não prevê a retirada dos gatos que vivem no campus da universidade. O foco das medidas é impedir o acesso dos animais aos ambientes fechados, especialmente aqueles destinados ao ensino, à pesquisa e às atividades administrativas, reduzindo os riscos sanitários sem tratar da remoção da população felina existente.

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