Ribeirão Preto tem aumento de 33% dos casos de picadas de escorpião este ano

Bairros das zonas norte e oeste são os que mais sofrem acidentes com o inseto; Total de 1183 casos registrados em 2019

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Foto: Désirée Teixeira/arquivo

O número de casos de picadas de escorpião cresceu 33,7% nos últimos 10 meses em Ribeirão Preto, deixando em alerta a Secretaria de Saúde da cidade. Este ano, de 1 de janeiro a 25 de outubro foram registrados 1183, contra 885 casos em todo o ano de 2018.

Nos anos anteriores foram comunicados 196 em 2017 e 275 em 2016. Segundo a vigilância sanitária, os casos têm acontecido em todos os bairros da cidade, mas os acidentes são maiores nos bairros da zona Norte e Oeste.  

A coordenadora do Programa Municipal de Vetores, Lúcia Taveira, diz que este ano está atípico, porque nunca teve um número tão alterado de acidentes. “O período do ano que mais ocorre acidentes, coincide com o período das chuvas porque o escorpião gosta de ficar em lugar úmido e quando chove excessivamente acaba acontecendo o desalojamento e eles procuram lugares seco, indo parar dentro das casas”, explica.

Ela ainda diz que as pessoas precisam ficar preparadas e tomar medidas para evitar que o escorpião entre nas residências, vedando os ralos e colocando protetores ou um pano nas portas. Esse inseto é de hábito noturno, que é quando ele sai para procurar alimentos.

 “Nossos médicos são altamente treinados e capacitados para fazer o bloqueio anestésico, que é o melhor caminho., conseguindo recuperar o paciente. A gravidade do acidente vai depender muito do local onde foi a picada, o tamanho e espécie do escorpião”, disse Lúcia.

O engenheiro civil Felipe Andrade Gomes contou que sofreu uma picada de escorpião há cerca de quatro anos, disse que quando acabou de tomar banho e se enxugou, na hora sentiu uma queimação forte e uma coceira na perna, então voltou para o banheiro e jogou água no local, “até o momento eu não sabia o que era, quando peguei a toalha novamente para secar, minha mãe gritou e viu que tinha um escorpião grudado na toalha.

Ele conta ainda que ficou desesperado, estava sentindo que a perna estava ficando dormente, mas logo correram para o posto de saúde, foi feito um bloqueio do veneno e tomou a vacina com o soro.

Orientações

A orientação da Secretaria da Saúde é que a população deve procurar uma unidade de saúde mais próximo para tomar o soro antiescorpiônico e receber o tratamento adequado.  Além disso, é importante ressaltar que não pode espremer ou fazer torniquetes no local da picada. A demora no atendimento, pode levar à morte do paciente.

Confira a entrevista com a coordenadora do Programa Municipal de Vetores, Lúcia Taveira, ao repórter Correa Júnior.