Trabalho desenvolvido pela 4ª Promotoria Criminal da Capital permitiu a condenação de três homens envolvidos na morte de um empresário, vítima do chamado golpe do Tinder. Pelos crimes de associação criminosa e latrocínio, um dos réus recebeu pena de 32 anos, enquanto para os outros dois a reprimenda foi de 31 anos.
Segundo sentença publicada nos autos pela magistrada Maria Domitila Manssur em 9 de agosto, o regime inicial para o cumprimento das penas é o fechado.
Também a pedido do MPSP, a Justiça impôs aos três homens a obrigação de pagar aos sucessores da vítima o valor de R$ 114 mil por danos materiais e mais R$ 250 mil por danos morais.
O promotor Cláudio Henrique Giannini conta na denúncia que os condenados agiram com outras pessoas para criar perfis falsos no aplicativo de relacionamentos, marcar encontros e roubar pertences das vítimas.
No dia 19 de setembro de 2023, o empresário foi atraído por um perfil identificado como Jonnas, 35, indo até um endereço no bairro da Brasilândia. Lá, ele acabou surpreendido pelos criminosos, forçado a seguir com eles dentro do próprio carro é atingido por um disparo de arma de fogo, morrendo ainda dentro do veículo.
O cadáver e o automóvel foram encontrados carbonizados em uma área de mata.
Ao fixar as penas, o Poder Judiciário levou em conta a gravidade e a hediondez do crime.
A Promotoria recorreu para tentar reverter a absolvição dos acusados pelo crime de destruição de cadáver.

