Funcionários acusam GCM de agressões durante protesto na Urbam em São José dos Campos

Trabalhadores afirmam que guardas usaram spray de pimenta e força física durante manifestação.

Gabrielle Luiza
Gabrielle Luiza
Jornalista esportiva formada, atua na produção de conteúdo para televisão e plataformas digitais, com experiência em reportagem, redação e cobertura de eventos esportivos. Apaixonada por futebol, acredita no esporte como ferramenta para contar boas histórias e aproximar pessoas. Fora do trabalho, é fã de música, Game of Thrones, Harry Potter e está sempre em busca de novos desafios e aprendizados na comunicação.

Funcionários da Urbam registraram um boletim de ocorrência após relatarem agressões cometidas por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) durante um protesto realizado na quinta-feira (23), em frente à sede da empresa, em São José dos Campos.

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A manifestação foi organizada por trabalhadores que reivindicam esclarecimentos sobre supostos descontos indevidos nos salários. Segundo o boletim de ocorrência, durante um tumulto, alguns manifestantes afirmam ter sido atingidos com spray de pimenta e sofreram agressões físicas.

Uma funcionária relatou que foi atingida diretamente no rosto por spray de pimenta. Outro trabalhador, identificado como diretor do sindicato, afirmou que recebeu um “mata-leão”, foi levado para um corredor e jogado contra a parede após tentar entrar na empresa para conversar com o setor de Recursos Humanos. Outros manifestantes também disseram ter sido empurrados, imobilizados pelo pescoço ou puxados pelo braço durante a confusão.

Os trabalhadores solicitaram a preservação das imagens das câmeras de segurança da Urbam e das câmeras corporais dos guardas municipais, caso tenham sido utilizadas, por entenderem que os registros podem esclarecer a dinâmica da ocorrência.

A Polícia Civil requisitou exames de corpo de delito para os envolvidos e orientou as vítimas sobre o prazo legal para eventual representação criminal.

O que diz a Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de São José dos Campos, por meio da Urbam, afirmou que lamenta o ocorrido e repudiou a postura adotada pelo sindicato durante a manifestação.

Segundo a administração, a empresa vinha mantendo diálogo com representantes da categoria em tentativas de conciliação e classificou o tumulto como “desnecessário e abusivo”. A Urbam afirmou ainda que manifestantes bloquearam o acesso à empresa de forma agressiva, descumprindo a Lei de Greve, que proíbe impedir a livre circulação de trabalhadores e o acesso aos locais de trabalho.

Até o momento, a Guarda Civil Municipal não se manifestou sobre as acusações registradas no boletim de ocorrência.

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