A Polícia Civil apreendeu, na quinta-feira (23), um adolescente de 17 anos suspeito de participação no homicídio de um jovem ocorrido na madrugada de 29 de junho, no bairro Olaria, em Caraguatatuba. Segundo as investigações, o crime aconteceu após um encontro de jovens para participar de lutas clandestinas com apostas em dinheiro, prática que já havia sido denunciada pelo Portal THMais no início de julho.
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Na reportagem publicada em 2 de julho, o portal revelou que a Guarda Civil Municipal havia sido acionada em duas ocasiões para atender ocorrências envolvendo as chamadas “rinhas humanas” no bairro Olaria. De acordo com a GCM, quando as equipes chegaram ao local, os participantes fugiram antes que pudessem ser abordados. O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que passou a investigar a prática.

Na ocasião, também foi divulgado que, segundo apuração do portal Pronto Falei Litoral, os confrontos eram utilizados para resolver desavenças entre pessoas ligadas a atividades criminosas e contavam com apostas em dinheiro. As lutas reuniam homens, mulheres e adolescentes e eram realizadas sem qualquer critério de segurança, com vídeos mostrando participantes de portes físicos muito diferentes se enfrentando – veja abaixo.
Agora, segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que o homicídio ocorreu justamente em meio a essas disputas clandestinas, motivado por conflitos financeiros. A corporação afirma que houve planejamento prévio, monitoramento da vítima, atuação coordenada entre os envolvidos e divisão de tarefas, elementos que fundamentaram a apuração por homicídio qualificado.
Após diligências, análise de imagens, cruzamento de informações de inteligência e monitoramento de redes sociais, os investigadores identificaram a participação do adolescente M.A.S.R., de 17 anos, que teria agido em conjunto com pelo menos um adulto, ainda foragido.
O jovem foi localizado na Avenida Ipiranga, no bairro Olaria, onde os policiais cumpriram o mandado de apreensão. Durante buscas na residência, um telefone celular foi apreendido. Após os procedimentos na delegacia, o adolescente foi encaminhado à Fundação Casa, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar e responsabilizar os demais envolvidos no homicídio e nas lutas clandestinas.
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