Os trabalhadores da Modirum Gespi, empresa do setor de Defesa instalada em São José dos Campos, decidiram manter a greve iniciada na última semana. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (13), durante uma assembleia unificada realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.
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Segundo o sindicato, os funcionários rejeitaram a nova proposta apresentada pela empresa envolvendo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e o vale-alimentação.
Durante as negociações, a Gespi propôs uma PLR de R$ 3 mil e um reajuste no vale-alimentação, que passaria dos atuais R$ 200 para R$ 400 a partir de agosto.
Com a recusa da proposta, a paralisação, iniciada no dia 7 de julho, segue. De acordo com o sindicato, a greve completa três dias de mobilização, considerando que o período do feriado prolongado teve dias compensados anteriormente.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão uma PLR de R$ 3.500, vale-alimentação de R$ 600, o fim do banco de horas com pagamento das horas extras e a efetivação imediata dos funcionários temporários.
“Essa nova proposta da empresa não foi suficiente para os trabalhadores, que continuarão de braços cruzados. Enquanto a Gespi não apresentar avanços nas propostas, as máquinas continuarão paradas”, afirmou Arthur Cezário dos Santos, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.
A Modirum Gespi tem cerca de 300 trabalhadores e atua no setor de Defesa, com produção de embarcações militares e artefatos explosivos. A reportagem não teve acesso a um posicionamento da empresa sobre a continuidade da paralisação.
O Portal THMais tenta contato com a empresa e atualizará a reportagem assim que receber um posicionamento.
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