ETF: por que esse tipo de investimento entrou de vez no radar do brasileiro

Luciana Ikedo
Luciana Ikedo
Planejadora financeira CFP®, escritora e palestrante internacional, com abordagem de planejamento financeiro holístico. Possui dois MBAs pela FGV, com extensão na University of Tampa e na Ohio University (EUA), além de especialização em Finanças pelo Ibmec/Insper e FIA/USP. Em 2025, foi mediadora e palestrante em painéis da COP 30, realizada no Brasil. É autora do livro Vida Financeira – Descomplicando, Economizando e Investindo (Editora Loyola), finalista do Prêmio XP de Educação Financeira em 2023, e conselheira fiscal do IBPC.
lUCIANA IKEDO

Participei, no fim de abril, do ETF Day, realizado na sede do BNDES, no Rio de Janeiro. O evento reuniu especialistas para discutir o presente e o futuro dos fundos de índice no Brasil, e a principal conclusão é clara: esse mercado está amadurecendo, junto com o investidor brasileiro.

Ao longo dos painéis, um ponto apareceu de forma recorrente: os ETFs tendem a ganhar ainda mais espaço nos próximos anos, com inovações, maior segurança regulatória e a chegada de novos produtos, como ETFs ativos e alavancados, dentro das regras que vêm sendo estruturadas pela CVM, com avanços previstos até 2027.

Mas, antes de falar de tendências, vale voltar ao básico. Você sabe o que são ETFs? ETF é a sigla para Exchange Traded Fund. Na prática, é um fundo de investimento negociado em bolsa, como se fosse uma ação. Ele funciona como uma “cesta” de ativos e ao comprar uma única cota, você passa a investir em vários ativos ao mesmo tempo. Esses ativos podem representar diferentes estratégias: um índice de ações, títulos de renda fixa, exposição ao dólar, ao ouro ou até a mercados internacionais.

Essa estrutura traz algumas vantagens importantes e a primeira delas é a diversificação. Em vez de concentrar o investimento em um único ativo, você acessa um conjunto deles de uma só vez. A segunda vantagem, ao meu ver, é a simplicidade. O ETF é negociado pela bolsa, de forma direta, sem a complexidade de outros produtos.

Também chama atenção o custo. Por serem fundos que seguem índices, os ETFs tendem a ter taxas menores do que fundos tradicionais. Além disso, são produtos transparentes, você sabe exatamente no que está investindo, e, em muitos casos, eficientes do ponto de vista tributário, já que podem permitir o diferimento de impostos ao longo do tempo.

No evento, um insight que me marcou foi justamente esse: o investidor brasileiro está mudando. Há uma busca maior por investimentos mais eficientes, acessíveis e alinhados a uma estratégia de longo prazo. E é aqui que entra um ponto importante, que é ter acesso à informação nunca foi tão fácil. Mas, vale lembrar, a informação, sozinha, não resolve e quando não temos estratégia, não conseguimos construir resultado.

Por fim, vale ressaltar que o ETF pode ser uma excelente ferramenta dentro de uma carteira, mas não substitui planejamento. Antes de investir, é fundamental entender seus objetivos, seu prazo e o nível de risco que você está disposto a assumir. Mais do que acompanhar tendências, investir bem passa por fazer escolhas conscientes. E, nesse cenário, entender como funcionam os ETFs pode ser um bom primeiro passo. Para saber mais desse assunto, me siga nas redes sociais: @lucianaikedo

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