A passagem do ciclone-bomba que deixou um rastro de destruição no Rio Grande do Sul na última quinta-feira (6) favoreceu a entrada de uma massa de ar frio que derrubou as temperaturas no estado.
Na manhã desta segunda-feira (10), segundo dados do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), os termômetros de Cambará do Sul chegaram a marcar −1,9°C. A cidade da região dos Campos de Cima da Serra amanheceu com geada.
Há expectativa de que essa massa de ar frio também alcance São Paulo e Rio de Janeiro a partir desta segunda, mas com menor intensidade.
No Sul do país, segundo dados do Simagro-RS (Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos), outras cidades registraram temperaturas próximas de 0°C. É o caso de Piratini e Lavras do Sul, que marcaram 0,3°C, Serafina Corrêa, com 0,6°C, e Canela, com 0,7°C.
Segundo a Defesa Civil estadual, as mínimas desta segunda-feira no estado variam entre 0°C e 10°C, o que favorece a formação de geadas pontuais em algumas áreas.
Nas capitais do sul do país, a máxima desta segunda-feira não deve passar dos 11°C em Curitiba (PR) e dos 16°C em Porto Alegre (RS), segundo o INMET.
Para esta terça-feira (11), o INMET emitiu um alerta de tempestade em cidades do noroeste gaúcho, com rajadas de vento entre 40 km/h e 60 km/h e queda de granizo. O instituto informa que há risco de danos em plantações, quedas de galhos de árvores e alagamentos.
A instabilidade é decorrente da chegada de uma frente de ar quente que deve aumentar a temperatura no estado nos próximos dias. Segundo a Climatempo, Porto Alegre deve alcançar uma máxima de 22°C na próxima sexta-feira (14), com possibilidade de chuva no meio da semana.
Na última quinta-feira, a passagem de um ciclone-bomba pelo sul do país provocou estragos, falta de energia elétrica e deixou milhares de desabrigados. Segundo a Defesa Civil, um motociclista morreu em Montenegro (RS) ao ser atingido pela queda de uma árvore durante a tempestade. Houve registro de outros cinco feridos no estado em decorrência dos fortes ventos.
Especialistas explicam que o fenômeno se formou a partir do encontro de uma massa de ar muito fria com outra muito quente, o que acarretou numa queda rápida na pressão atmosférica e favoreceu a formação de fortes rajadas de vento e chuvas intensas.
GABRIEL ARAÚJO / Folhapress




