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Homenageada pela Fifa, Marta se mostra disposta a jogar em Paris-2024

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A jogadora brasileira Marta, 37, foi homenageada nesta segunda-feira (15) durante a cerimônia de premiação The Best, da Fifa (Federação Internacional de Futebol), que elege os melhores jogadores da temporada. E se mostrou disposta a disputar mais uma edição dos Jogos Olímpicos.

Foi a primeira atleta, entre homens e mulheres, a receber uma homenagem desse tipo da Fifa ainda em atividade. A entidade máxima do futebol anunciou também que a jogadora brasileira vai batizar o prêmio que passará a ser entregue para a autora do gol mais bonito do futebol feminino.

“É sempre difícil subir neste palco e não se emocionar”, afirmou Marta, esforçando-se, sem sucesso, para conter as lágrimas. A viúva de Pelé, Márcia Aoki, esteve presente no palco e entregou um troféu em homenagem a Marta por sua contribuição ao futebol.

Uma série de imagens da jogadora no início da carreira e defendendo a seleção brasileira foram reproduzidas no telão, em parte da cerimônia dedicada ao futebol feminino —as premiações em todas as 11 categorias foram entregues por mulheres.

Coube à própria Marta entregar o troféu à meio-campista espanhola Aitana Bonmatí, eleita a melhor jogadora da temporada 2022/23.

“O que a gente busca diariamente é buscar fazer com que o mundo seja melhor para todos, sem distinção, é buscar igualdade, respeito”, disse Marta.

Ela acrescentou que a homenagem é uma motivação para continuar buscando evoluir. “Estamos em um ano de Olimpíada. Quem sabe não jogar mais uma?”, afirmou a jogadora, referindo-se aos Jogos Olímpicos de Paris, entre junho e julho.

Defendendo desde 2017 o Orlando Pride, dos Estados Unidos, ela foi eleita seis vezes a melhor do mundo pelo prêmio da Fifa —em 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2018. É a mulher que mais vezes venceu a premiação. A ex-jogadora alemã Birgit Prinz é a segunda maior vencedora, com três conquistas consecutivas, entre 2003 e 2005.

Pela seleção brasileira, Marta é tricampeã da Copa América (2003, 2010 e 2018) e bicampeã nos Jogos Pan-Americanos (2003, em Santo Domingo, e 2007, no Rio de Janeiro). Nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, e de 2008, em Pequim, a jogadora conquistou a prata com a seleção brasileira.

Ela também ficou com o vice-campeonato na Copa do Mundo, em 2007. A alagoana do pequeno município de Dois Riachos é a maior artilheira em edições do Mundial, entre homens e mulheres, com 17 gols em cinco participações desde 2003. Em seguida vem o alemão Miroslav Klose, com 16 gols

Em entrevista no tapete vermelho antes do evento, realizado em Londres, a melhor jogadora brasileira da história não descartou um retorno ao futebol do país.

“Nunca descartei essa possibilidade”, afirmou Marta, que atuou pelo Vasco da Gama e pelo Santa Cruz no início da carreira, em meados dos anos 2000. Ela também atuou pelo Santos, com o qual venceu a Copa Libertadores e a Copa do Brasil, em 2009.

“Vem crescendo bastante o futebol feminino”, acrescentou a craque, que fez menção ao recorde de público em um jogo de futebol feminino no Brasil em 2023, na final do Campeonato Brasileiro entre Corinthians e Ferroviária, acompanhada por cerca de 42 mil torcedores na Neo Química Arena. “É muito gratificante ver que a gente está andando para a frente, colhendo frutos”, disse a jogadora.

Redação / Folhapress

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