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‘Louca do Rebelde’, Brenda ganha prata em luta tensa no parajudô

PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) – Em um combate muito tenso e com intervenção do VAR, a fã de carteirinha da banda Rebelde, Brenda Freitas, 29, conquistou a medalha de prata dos Jogos Paralímpicos nesta sexta (6), na Arena Campo de Marte, na categoria até 70 kg, J1.

Depois de nenhuma pontuação nos 4 minutos de combate, o ouro só foi decidido no “golden score”. E logo aos 22 segundos, a chinesa Li Liu se saiu melhor, dominando a brasileira no solo, e ficou com a vitória. Brenda deixou a área de luta chorando.

Antes, no tempo normal de combate, ela chegou a aplicar um golpe considerado ippon na rival, a 1min46s do fim. No entanto, após a revisão eletrônica, a pontuação foi retirada e o combate seguiu.

Quando faltavam 51s, foi a vez da chinesa marcar um wazari. De novo a luta ficou alguns segundos paralisada e a pontuação foi retirada.

Essa era a quarta luta da brasileira contra a adversária, com o histórico de três derrotas e uma vitória, obtida em competição por equipes. “Eu sempre bato de frente com ela, e ela tem mais vantagem”, lembrava antes do confronto pelo ouro paralímpico.

Os judocas são separados em duas categorias de deficiência visual: J1 (cegos totais ou com percepção de luz) e J2 (atletas que conseguem definir imagens).

Um dos rituais de Brenda antes de subir no tatame é o de ouvir uma playlist, mas duas músicas se destacam na sua seleção: “Uma é um louvor e a outra é do Rebelde porque eu sou a louca do Rebelde”, disse rindo após a semifinal. “Tem que ter um Rebelde para me dar um ânimo.” Qual música? “O hino deles ‘Eu Sou Rebelde’”, diz rindo.

A história de sua paixão pela banda mexicana se cruza com a de sua deficiência. Quando tinha 11 anos, a jovem foi para o show no Maracanã, parte da tour do RBD pelo Brasil, acompanhada pela mãe e pela a irmã.

Depois da mistura de muita ansiedade e emoção, ela voltou para casa com fortes dores de cabeça. No dia seguinte, não estava mais enxergando. O diagnóstico foi de herpes ocular, na região da retina, com gatilho emocional. A brasileira começou a praticar muay thai e só começou no judô aos 23 anos.

SANDRO MACEDO / Folhapress

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