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Moraes diz que Temer sofreu injustiças, mas que ‘não apagaram o sucesso do seu governo’

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes disse, nesta quarta-feira (3), que o ex-presidente Michel Temer (MDB) sofreu “injustiças dolosas”, mas que “não apagaram o sucesso do seu governo”.

Moraes citou como exemplos do sucesso da gestão Temer as privatizações e reformas do período, como a trabalhista. O discurso foi realizado em evento de entrega de título de cidadão ao ex-presidente pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. Moraes foi ministro da Justiça no governo do emedebista.

Ao ser anunciado, Moraes recebeu tanto vaias quanto aplausos da plateia que acompanhava a solenidade. “Foi um grande presidente. Um presidente sério, um presidente trabalhador”, afirmou.

Além deles, o ministro Dias Toffoli e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), também estiveram presentes na cerimônia.

Moraes foi indicado ao Supremo em fevereiro de 2017, pelo então mandatário, para a vaga aberta na corte em decorrência do falecimento do ministro Teori Zavascki.

Durante o seu período na presidência, Temer foi delatado pelo empresário Joesley Batista, do grupo J&F. Ele foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) durante o exercício do mandato e, após deixar o Palácio do Planalto, chegou a ser preso em um desdobramento da Operação Lava Jato, em 2019.

Em 2021, Moraes anulou a decisão da Lava Jato do Rio de Janeiro que transformou em réus Temer e o ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, ambos do MDB. Ele era acusado de chefiar uma organização criminosa que desviava recursos das obras da usina nuclear de Angra 3.

O magistrado afirmou que o juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, não deveria ser o responsável por julgar a denúncia do Ministério Público Federal contra os políticos e, por isso, as decisões do magistrado sobre o caso têm de ser anuladas.

Moraes, então, determinou o envio das ações para a Justiça Federal no Distrito Federal.

JOSÉ MARQUES / Folhapress

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