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Boa Notícia: Pesquisas comprovam que a educação é o segredo para viver melhor e por mais tempo

Estudos do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde indicam que cada ano adicional de estudo pode reduzir o risco de mortalidade em até 2%, revelando a escolaridade como um pilar fundamental da longevidade.

Leticia Depiro
Leticia Depiro
Leticia Depiro é roteirista e comunicadora por formação, dedicando-se a explorar as infinitas possibilidades da narrativa tanto nas telas quanto nas páginas, onde a imagem e a palavra se encontram para dar vida a novas perspectivas. Com um olhar atento e inquieto faz de sua coluna semanal no portal TH+ um espaço de investigação sensível, transitando com naturalidade entre as crônicas do cotidiano e as diversas formas de expressão que nos cercam.
Estudos do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde indicam que cada ano adicional de estudo pode reduzir o risco de mortalidade em até 2%, revelando a escolaridade como um pilar fundamental da longevidade.
Estudos do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde indicam que cada ano adicional de estudo pode reduzir o risco de mortalidade em até 2%, revelando a escolaridade como um pilar fundamental da longevidade. - Foto: Governo Federal

Desde os primórdios da humanidade, talvez a constante histórica mais intrínseca à nossa existência seja a incessante busca pela longevidade, um desejo que ecoa desde a mitologia grega, com o pedido de imortalidade de Titono a Zeus, até as buscas medievais dos alquimistas pela lendária Pedra Filosofal ou pelo Elixir da Vida. Nos últimos séculos, essa ânsia pela permanência foi acompanhada por avanços científicos e melhorias infraestruturais que elevaram consideravelmente a expectativa de vida humana, como o saneamento básico, a redução das desigualdades e a tecnologia médica, contudo, cientistas contemporâneos têm lançado luz sobre fatores menos óbvios. Uma revisão abrangente da literatura científica, conduzida pelo Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde, aponta que, para além da prática de atividades físicas e da alimentação equilibrada, a educação configura-se como um fator determinante que impacta diretamente a duração e a qualidade da nossa jornada.

O estudo, fundamentado em mais de 600 artigos globais, identificou que cada ano adicional de escolaridade oferece uma redução de até 2% no risco de mortalidade, provando que o conhecimento, além de expandir a mente, estende a própria existência física. Ao ampliar o acesso a recursos cruciais como saúde preventiva, segurança financeira e redes de sociabilidade, a educação oferece as ferramentas cognitivas necessárias para escolhas mais conscientes, tornando-se o alicerce de um envelhecimento ativo e resiliente. Por outro lado, o impacto da exclusão acadêmica revela-se alarmante sob a ótica biológica: não estudar pode ser tão prejudicial à saúde quanto o tabagismo crônico ou o consumo abusivo de álcool, o que transforma o “saber” em um literal e indispensável ato de sobrevivência.

Diante da evidência de que a educação é um componente vital da saúde pública, urge a necessidade de uma reformulação profunda em nosso sistema educacional, afastando-o de um modelo puramente conteudista e de difícil acesso. Enquanto o conhecimento for privilégio de poucos, a visão de uma sociedade igualitária permanecerá apenas no horizonte das utopias, uma vez que democratizar o ensino é a forma mais eficaz de reduzir desigualdades e elevar a expectativa de vida de toda uma nação. Formular políticas públicas que priorizem investimentos em educação é, portanto, investir na saúde coletiva; afinal, a educação como processo de emancipação é um direito constitucional e deve ser encarada como o dever primordial de um Estado comprometido com o futuro.

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