Biscoito feito de garrafa PET? Conheça o alimento criado para astronautas

Pesquisadores da NASA criaram biscoitos feitos a partir de garrafas PET recicladas para alimentar astronautas em futuras missões espaciais.

Giovanna Laranjo
Giovanna Laranjo
Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas, atua na produção de conteúdo para mídias digitais, com experiência em televisão e apresentação. Voluntária na Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, apaixonada por esportes, música e literatura.
Reprodução/SIUC Media & Communication Resources

Já pensou em comer um biscoito feito de garrafa PET? Parece coisa de filme, mas esse biscoito já existe.

Um grupo de pesquisa sobre alimentos financiado pela NASA, com o objetivo de crirar alimentos para astronautas levarem em missões espaciais, criou biscoitos feitos de plástico reciclado e que saem de uma impressora 3D.

Parece loucura, mas o processo não é tão complexo quanto parece:

Primeiro a garrafa PET, um dos plásticos mais comuns encontrado no cotidiano, em garrafas de água ou refrigerantes, entra em contato com leveduras geneticamente programadas para transformar o reciclado em proteínas, gorduras e aramatizantes comestíveis.

Depois o material é levado para fermentação e a massa passa por uma impressora 3D, então, o que antes era um PET se transforma em pequenas bolachas redondas chamadas de µBites (microbites).

O projeto faz parte do desafio da NASA Deep Space Food Challenge, que incentiva cientistas a criarem novas tecnologias para o desenvolvimento de comidas para resolver o problema dos austronatas de alimentação em viagens ao espaço.

De acordo com o líder da pesquisa, o micribiologista da Southern Illinois University Carbondale, Lahiru Jayakody, em entrevista ao The Guardian, a equipe ainda não pode provar a iguaria, pois aguardam a aprovação para realizar testes com humanos. Até o momento, apenas o aroma foi avaliado.

Os criadores do produto afirmam, que além de ser um alimento para viagens espaciais, os biscoitos podem ser um aliado para resoluções de problemas como o lixo plástico e a vulnerabilidade alimentar. Segundo, Jayakody, a estimativa é que a demanda mundial por comida cresça de 35% para 56% até 2050, deixando 30% da população sob o risco de passar fome até o ano indicado.

Os µBites custam em torno de US$ 60 por kg para porduzir, porém a expectativa é que esse custo diminua no futuro com os avanços tecnológicos.

Apesar da inovação, a equipe de pesquisadores está consiente que para esse novo biscoito ser aceito, a população terá que se acostumar com ideia de comer um alimento derivado do plástico.

O snack diferenciado não é a primeira tecnologia criada pela NASA a entrar no cotidiano da população. Entre as invenções que surgiram a partir de pesquisas da organização estão o aspirador de pó portátil, fones de ouvido sem fio, o mouse e até os notebooks.

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