Já pensou em comer um biscoito feito de garrafa PET? Parece coisa de filme, mas esse biscoito já existe.
Um grupo de pesquisa sobre alimentos financiado pela NASA, com o objetivo de crirar alimentos para astronautas levarem em missões espaciais, criou biscoitos feitos de plástico reciclado e que saem de uma impressora 3D.
Parece loucura, mas o processo não é tão complexo quanto parece:
Primeiro a garrafa PET, um dos plásticos mais comuns encontrado no cotidiano, em garrafas de água ou refrigerantes, entra em contato com leveduras geneticamente programadas para transformar o reciclado em proteínas, gorduras e aramatizantes comestíveis.
Depois o material é levado para fermentação e a massa passa por uma impressora 3D, então, o que antes era um PET se transforma em pequenas bolachas redondas chamadas de µBites (microbites).
O projeto faz parte do desafio da NASA Deep Space Food Challenge, que incentiva cientistas a criarem novas tecnologias para o desenvolvimento de comidas para resolver o problema dos austronatas de alimentação em viagens ao espaço.
De acordo com o líder da pesquisa, o micribiologista da Southern Illinois University Carbondale, Lahiru Jayakody, em entrevista ao The Guardian, a equipe ainda não pode provar a iguaria, pois aguardam a aprovação para realizar testes com humanos. Até o momento, apenas o aroma foi avaliado.
Os criadores do produto afirmam, que além de ser um alimento para viagens espaciais, os biscoitos podem ser um aliado para resoluções de problemas como o lixo plástico e a vulnerabilidade alimentar. Segundo, Jayakody, a estimativa é que a demanda mundial por comida cresça de 35% para 56% até 2050, deixando 30% da população sob o risco de passar fome até o ano indicado.
Os µBites custam em torno de US$ 60 por kg para porduzir, porém a expectativa é que esse custo diminua no futuro com os avanços tecnológicos.
Apesar da inovação, a equipe de pesquisadores está consiente que para esse novo biscoito ser aceito, a população terá que se acostumar com ideia de comer um alimento derivado do plástico.
O snack diferenciado não é a primeira tecnologia criada pela NASA a entrar no cotidiano da população. Entre as invenções que surgiram a partir de pesquisas da organização estão o aspirador de pó portátil, fones de ouvido sem fio, o mouse e até os notebooks.
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