Câmara pode votar na próxima semana PEC que põe fim à escala 6×1, diz Hugo Motta

Presidente da Câmara afirma que texto deve ser analisado por comissão especial antes de seguir ao Plenário

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais, integra atualmente a equipe do portal TH+ João Pessoa. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, encontra no universo latino uma de suas principais inspirações. Acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.
Presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que pretende colocar em votação no Plenário, na próxima semana, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1.

Segundo Motta, a comissão especial responsável pela análise do texto deve votar a proposta também na próxima semana, permitindo que o tema siga diretamente para apreciação dos deputados em Plenário. O presidente informou ainda que deve se reunir até o fim desta semana com o relator da PEC na comissão, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), para discutir detalhes do parecer.

“Alguns pontos estão sendo discutidos. Vamos receber representantes do setor produtivo e vamos conduzir essa pauta com equilíbrio, sem abrir mão de entregar à sociedade a redução da jornada, sem redução salarial e dois dias de descanso”, disse o presidente. “Temos a plena convicção de que isso não atrapalhará a produtividade do país”, acrescentou.

O presidente da Câmara também apresentou a previsão da pauta de votações do Plenário para as próximas semanas. De acordo com ele, os líderes partidários definiram que projetos relacionados ao agronegócio devem ser analisados nesta e na próxima semana. O parlamentar destacou que ainda não há consenso sobre o mérito das propostas, enquanto a Frente Parlamentar da Agropecuária e representantes do governo seguem em negociação.

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