Neste sábado (22) é comemorado internacionalmente o Dia Folclore.
A data surgiu em 1846 no dia 22 de agosto após a palavra em inglês foklore ser invetada pelo escritor inglês William John Thoms. A palavra é a junção de folk, em português povo, popular, e lore, que significa cultura, saber.
O termo foi usado pelo autor para definir os fenômenos culturais típicos das culturas populares tradicionais de cada nação. O significado da palavra, segundo seu criador, era “saber tradicional de um povo”.
O folclore brasileiro
O folclore brasileiro tem grande influência cultural de diferenetes povos indiígenas e africanos, e também dos europeus, principalmente os portugueses.
As lendas nacinais têm nomes muito conhecidos pelo população, como saci, curupira, Iara, boto cor-de-rosa, mula sem cabeça e muitos outros. Mas existem as histórias menos conhecidas, que são lendas de uma região ou até de uma cidade e são delas que vamos falar hoje.
Abaixo estão cinco lendas brasileiras de diversas regiões do país e suas hsitórias de origem.
1- Quibungo
O Quibungo é uma lenda de origem africana, muito conhecida na Bahia. De acordo com a história, ele é um monstro devorador de crianças e era muito usado como forma de disciplinar, já que o bicho persegue as crianças que se recusam a dormir e que fazem malcriações.
De acordo com o artigo ‘De Quibungos e meninos: Um apanhado de histórias de bicho-papão em África e Brasil’, da UFMG, o Quibungo é como um lobo, peludo, feio e malvado, quase um lobisomem, metade bicho, metade gente, com uma enorme boca cheia de dentes nas costas.
A sua aparência é comparada com a do bicho papão.

2 – Mapinguari
O Mapinguari é um mito de origem indigena, da região Norte do país. Ele é uma criatura meio humana e meio bicho, com longos pelos grossos e escuros, com um único olho no centro da testa, uma boca que vai do nariz até o estômago e pés virados para trás, como o Curupira. Segundo a lenda ele teria um cheiro insuportável.
De acordo com o artigo ‘Realidade, ciência e fantasia nas controvérsias sobre o Mapinguari no sudoeste amazônico’, publicado pela UFSCAR, o Mapinguari solta um grito estrondoso, capaz de paralisar suas vítimas, e possui mãos com longas garras, capazes de causar destruição por onde passa.
Apesar do aparência assustadora, para alguns povos ele é um guardião da Amazônia, é o maior inimigo do homem na floresta. Ele mata, não por crueldade, mas para se alimentar, pois sua fome é insaciável.

3 – Unhudo
Unhudo é uma história do interior paulista, mais especificamente de Dois Córregos. De acordo o texto ‘Comunicação, cultura e mídia: O mito do Unhudo da Pedra Branca” da UNESP de Bauru, é a alma penada do Major Cesário Ribeiro de Barros, antigo morador do cidade.
Segundo o texto era um pessoa influente no município, mas ao morrer não foi aceito no céu e nem no inferno por ter cometido maldades terríveis enquanto vivo.
Agora o major está condenado a vagar pelo Terra como uma espécie de morto-vivo com traços de animais, unhas cumpridas e vestido com um chapéu de palha e roupas rasgadas. Unhudo também é conhecido como Corpo Seco em alguns lugares.

4 – Caboclo d’Água
O Caboclo D’água é uma criatura conhecida das regiões ribeirinhas do Rio São Francisco. Ele é um gigante aquático de cabelos longos e pretos, que vive nas partes mais profundas do rio e protege os peixes e suas águas.
Segundo informações do Caletroscópio, do Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos da Linguagem da Universidade Federal de Ouro Preto, o Caboclo D’água teria sido um escravo mestiço que fugiu em busca da liberdade, mas foi perseguido e açoitado por um capitão do mato. Depois de ser jogado no rio, ele sobreviveu e voltou em busca de vingança.
Apesar de ser temido pelos pescadores, a lenda diz que a criatura pode ser acalmada com um pedaço de fumo. A lenda também conta que ele vive em uma gruta feita de ouro e persegue embarcações, arrastando algumas delas para o fundo do rio.

5 – Comadre Fulozinha
A Comadre Fulozinha é bastante conhecida no Nordeste, principalmente em Pernambuco e na Paraíba. Ela é descrita como uma cabocla de longos cabelos negros que vive na mata protegendo plantas e animais.
Segundo o estudo ‘Comadre Fulozinha e Pai do Mangue: sua influência na formação da identidade, território e territorialidade na Comunidade do Porto do Capim’, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a lenda conta que ela protege a natureza e gosta de receber presentes, principalmente mingau, fumo e mel.
Apesar de ser protetora da floresta, a Comadre Fulozinha pode se tornar agressiva com caçadores e pessoas que maltratam a natureza. Ela usa seu assovio para confundir e fazer as pessoas se perderem na mata e também é conhecida por fazer nós nas crinas e nos rabos dos cavalos.

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