O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (17) os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), com dados referentes ao ano de 2025. O levantamento apresenta um panorama das condições de moradia no Brasil e permite a comparação com 2016.
Segundo o estudo, o número de domicílios particulares permanentes no país chegou a 79,3 milhões em 2025, o que representa um crescimento de 18,9% em relação a 2016.
Crescimento do mercado de aluguel
Entre as modalidades de ocupação, os domicílios alugados registraram o maior aumento no período analisado. De 2016 a 2025, houve alta de 54,1% nessa categoria. Já os domicílios próprios ainda não quitados cresceram 31,2%, enquanto os imóveis próprios já pagos tiveram aumento de 7,2%.
Características das moradias
O levantamento também identificou os principais materiais utilizados nas construções residenciais. A telha sem laje de concreto foi o tipo predominante, presente em 48,9% dos domicílios, o equivalente a 38,8 milhões de unidades. Nas paredes, a alvenaria ou taipa com revestimento foi registrada em 89,7% das residências.
Saneamento e serviços básicos
Em relação ao acesso a serviços de infraestrutura, 86,1% dos domicílios brasileiros contavam com abastecimento de água por rede geral. No entanto, o esgotamento sanitário por rede geral ainda apresentava baixa cobertura em áreas rurais, alcançando 8,9% dos domicílios.
Quanto ao destino do lixo, a queima na própria propriedade foi identificada em 4,8 milhões de domicílios no país.
Bens duráveis e hábitos domésticos
Entre os bens duráveis analisados pela pesquisa, a máquina de lavar roupas apresentou crescimento no período, passando de 63,0% dos domicílios em 2016 para 72,1% em 2025.
A geladeira permaneceu como o eletrodoméstico mais presente nas residências brasileiras, alcançando 98,4% dos domicílios em 2025.
O levantamento também identificou a posse de veículos nos lares: 49,1% dos domicílios possuíam automóvel, 26,2% tinham motocicleta e 13,5% contavam com ambos os tipos de veículos.
Composição dos domicílios
O estudo também apontou mudanças na estrutura das famílias brasileiras. As unidades unipessoais (domicílios compostos por apenas um morador) passaram de 12,2% em 2016 para 19,7% em 2025, um aumento de 7,5 pontos percentuais, o que corresponde a cerca de 8,2 milhões de domicílios adicionais nessa configuração.
No recorte por perfil, entre os homens que vivem sozinhos, 56,6% tinham entre 30 e 59 anos. Já entre as mulheres em domicílios unipessoais, 56,5% tinham 60 anos ou mais.



