


O robô humanoide chinês Tiangong Ultra correu os 100 metros em 8,86 segundos durante os Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, em Pequim, e registrou um tempo inferior ao recorde mundial de Usain Bolt. A marca foi alcançada nesta terça-feira (25), em uma das provas que evidenciaram o avanço da robótica e da inteligência artificial.
Desenvolvido pelo Centro de Inovação em Robôs Humanoides de Pequim, o Tiangong Ultra superou o tempo de 9,58 segundos, estabelecido por Bolt em 2009. No entanto, as marcas dos robôs não são homologadas como recordes do atletismo humano, já que as competições possuem regras e condições diferentes.
O desempenho também representou uma evolução significativa para a própria máquina. Pouco antes, o robô havia registrado 9,39 segundos. Em 2025, por outro lado, havia vencido a mesma prova em 21,50 segundos, demonstrando a velocidade do desenvolvimento tecnológico no setor.
Robô Tiangong supera marca de Usain Bolt
O resultado chamou atenção porque o tempo registrado pelo Tiangong Ultra ficou abaixo da marca mais famosa da história da velocidade no atletismo.
Usain Bolt estabeleceu o recorde mundial masculino dos 100 metros ao correr a distância em 9,58 segundos, em 2009. Dessa forma, o desempenho do robô colocou a tecnologia em uma nova etapa de comparação com os limites físicos humanos.
No entanto, vale destacar que a comparação não significa que o robô tenha conquistado o recorde mundial oficial da prova. As competições humanas e robóticas possuem critérios próprios, além de diferenças na largada, na estrutura mecânica e na tecnologia empregada.
Veja o vídeo:
Evolução tecnológica impressiona em um ano
A mudança de desempenho do Tiangong Ultra é um dos pontos mais relevantes da competição. Em aproximadamente um ano, o robô reduziu drasticamente seu tempo nos 100 metros.
Em 2025, a máquina havia vencido a prova com 21,50 segundos. Agora, entretanto, conseguiu baixar a marca para menos de nove segundos.
Diante disso, especialistas e empresas do setor observam as competições como ambientes de teste para motores, sensores, sistemas de equilíbrio e inteligência artificial. Assim, cada avanço esportivo pode contribuir para o desenvolvimento de robôs destinados a atividades industriais e cotidianas.
Jogos de Robôs Humanoides reúnem milhares de máquinas
Os Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, realizados em Pequim, reuniram mais de 2 mil robôs e 666 equipes de diferentes países e regiões.
As disputas foram além das corridas de velocidade. Ao mesmo tempo, os competidores participaram de modalidades como futebol, dança e outras tarefas que exigem movimentos complexos e interação com ambientes físicos.
O Tiangong também se destacou em outras provas. O evento, portanto, se transformou em uma grande demonstração pública dos avanços alcançados pela indústria de robótica humanoide.
Corridas, quedas e desafios chamaram atenção do público
Além dos recordes, a competição também apresentou situações que mostraram as limitações atuais das máquinas.
Enquanto alguns robôs demonstravam alta velocidade, outros enfrentavam dificuldades para manter o equilíbrio ou executar determinadas tarefas. Em alguns casos, quedas e erros técnicos chamaram atenção do público.
Apesar disso, esses episódios fazem parte do processo de desenvolvimento. A robótica humanoide precisa lidar com desafios complexos, como equilíbrio, percepção do ambiente, coordenação dos movimentos e tomada de decisões em tempo real.
Nesse sentido, as falhas observadas durante as provas também fornecem dados importantes para aprimorar futuras gerações de máquinas.
Robótica humanoide avança como setor estratégico
A China vem ampliando os investimentos em inteligência artificial e robótica humanoide, considerando a área estratégica para diferentes setores da economia.
Além do entretenimento, as tecnologias desenvolvidas para esses robôs podem ser aplicadas na indústria, na logística, em serviços e em outras atividades que exigem mobilidade e interação física.
Portanto, o desempenho do Tiangong nos 100 metros vai além de uma curiosidade esportiva. O resultado mostra como a combinação entre hardware, inteligência artificial, sensores e sistemas mecânicos está acelerando a evolução dos robôs.
Por fim, o feito reforça que a comparação entre máquinas e seres humanos deve ganhar novos capítulos nos próximos anos. Embora o atletismo humano tenha regras próprias e os recordes oficiais permaneçam restritos aos atletas, os números registrados em Pequim mostram que a tecnologia já é capaz de alcançar velocidades que, até pouco tempo atrás, pareciam exclusivas dos maiores velocistas da história.
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