Você concordaria em deixar o inteligência artificial decidir quem será o amor da sua vida?
É isso que Justin McLeod, fundador do aplicaticatvo de relacionamentos ‘Hinge’ fez, ele criou o não aplicativo de namoro ‘Overtone’, um serviço de relacionamentos que pretende usar inteligência artificial de forma diferente dos aplicativos de namoro tradicionais.
McLeod conta, através da página oficial do ‘Overtone’, que criou o Hinge para fugir da lógica dos aplicativos que priorizavam o tempo de tela em vez de relacionamentos reais. Após quase 15 anos à frente da empresa, ele decidiu deixá-la por acreditar que a IA está transformando a forma como as pessoas se relacionam e que esse é o momento de reinventar o mercado de namoro.
Segundo ele, os aplicativos atuais incentivam um ciclo de deslizar perfis, trocar mensagens e acumular opções, o que acaba aumentando a frustração e a sensação de solidão. Para o fundaor, a tecnologia deveria ajudar as pessoas a construir conexões verdadeiras, e não apenas mantê-las engajadas na plataforma.
Foi com essa ideia que nasceu a ‘Overtone’. A proposta é usar inteligência artificial como uma espécie de “assistente de relacionamento“, capaz de entender melhor cada pessoa, oferecer orientações personalizadas e facilitar encontros mais compatíveis, sempre com foco em fortalecer as relações humanas, e não substituir a interação entre pessoas.
A empresa afirma também que pretende desenvolver a tecnologia de forma ética e responsável, diante dos riscos que a IA pode representar.
O objetivo do aplicativo é fazer com que os usuários se conheçam através das suas histórias, sendo apresentados apenas quando a inteligência artifical entender que faz sentido, que os perfis são compatíveis.
Apesar de já estar em desenvolvimento, uma pesquisa, realizada pelo grupo de mídia nativo digital, The News, mostrou que o público não está pronto para deixar a IA no comando dos relacionamentos.
O veículo de curadoria de notícias questionou seus leitores sobre qual decisão jamais deixariam nas mãos de um algoritmo, 75% dos entrevistados apontaram a escolha de com ‘quem se relacionar’.
Na panorama da pesquisa 10x mais pessoas rejeitam o algoritmo na escolha de um parceiro do que na escolha do seu trabalho.
Embora o mercado de aplicativos use AI para direcionar desde vagas de emprego, até destinos turísticos, o estudo demonstra que a sociedade impõe um limite quando o assunto é o coração.
Um dos principais motivos relatados para esse resultado é a insegurança em terceirizar uma decisão central e pessoal para uma tecnologia. Na prática, parece que a principal barreira de avanço do algoritmo não é mais técnica, mas as próprias preferências humanas.
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