O CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) divulga, nesta quinta-feira (23), o Relatório Final do acidente do 2283 da Voepass, que aconteceu em Vinhedo, em 9 de agosto de 2024, 62 pessoas morreram.
A divulgação acontecerá em Brasília na sede do centro. Será realizada uma coletiva de imprensa às 17h com presença do Chefe do CENIPA.
Após o coletiva, o relatório ficará dísponivel para consulta pública.
Em nota, o advogado, Leonardo Amatante, que representa 130 familiares das vítimas e a Associação dos Familiares, afirmou que este momento é um dos marcos mais aguardados.
Para o representante legal, “o relatório poderá esclarecer a cadeia de fatores que levou à tragédia e contribuir para mudanças efetivas na segurança aérea brasileira”.
Amatante reforça ainda que a investigação do CENIPA tem caráter preventivo e não atribui culpa, mas com as conclusões podem contribuir para as apurações e os desdobramentos do caso nas esferas criminal, administrativa e civil.
“A expectativa das famílias nunca foi o mero punitivismo individual, mas a completa elucidação dos fatos, para que essa tragédia seja um divisor de águas na segurança aérea brasileira”, afirma o advogado.
O escritório segue acompanhando a investigação criminal conduzida pela Polícia Federal e avalia “o ajuizamento de uma ação civil coletiva relacionada ao dano social causado pela tragédia”.
Sobre o caso
A aeronave da Voepass, de matrícula PTB 2283, saiu de Cascavel (PR) e seguia em direção à Guarulhos, em São Paulo (SP). A decolagem aconteceu às 11h58 e a chegada no destino final estava programada para às 13h50.
O avião caiu e explodiu em um condomínio no bairro Jardim Florido, em Vinhedo (SP), na tarde do dia 9 de agosto de 2024.
Ao todo, estvama na aeronave havia 62 pessoas, 57 passageiros e quatro tripulantes, ninguém sobreviveu.
Após o acidente, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) cassou o Certificado de Operador Aéreo (COA) da Passaredo Transportes Aéreos, principal empresa do grupo Voepass. A medida é definitiva e impede a companhia de realizar qualquer voo comercial de passageiros ou cargas no Brasil.
Segundo a agência, na épocoa, a cassação foi motivada por falhas graves e persistentes no sistema de supervisão de manutenção da empresa, detectadas durante uma “operação assistida” iniciada após o acidente aéreo de 2024. Mesmo advertida, a Voepass não corrigiu de forma efetiva as irregularidades, voltando a descumprir normas básicas de segurança.
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